Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Critérios de opinião

 

Opiniões, após o jogo, vão no sentido de que o mérito, do resultado do clássico, vai todinho para o erro. O 1º golo é mérito do erro de Maicon e o 2º do erro de Fernando.

 

Temos, portanto, uma vitória do erro. Não 1 mas 2, tantos quantos os golos. Estou certo que seria um atrick se Helton não tivesse efectuado a defesa da noite. Pode-se dizer que, naquele momento o erro errou.

 

Também as ausências de Walter, Fucile (opção), Álvaro Pereira e Falcão (lesão) tiveram um peso enorme na vitória do erro. Algum mérito também para Vilas Boas, sem a sua visão, o erro provavelmente não jogava e, teríamos uma partida sem golos.

 

Fosse o “incrível” a marcar os golos e o erro não teria todo este protagonismo. O 1º teria sido devido á força e ao instinto goleador, o 2º ter-se-ia resumido à pontaria e potência de remate.

 

O futebol não é uma ciência exacta, facto que leva a que os critérios opinativos também não o sejam.

 

As opiniões, são isso mesmo, opiniões. Temos que as respeitar, sem que, necessariamente, tenhamos de concordar com elas, até porque, nem os opinadores concordam sempre com os seus próprios critérios, eles mudam consoante os casos e os protagonistas.

 

Poderia exemplificar o fenómeno com as declarações antagónicas de Vilas Boas sobre árbitros e arbitragens, num dia não passa de entretenimento, noutro já têm importância, principalmente se o árbitro for Elmano Santos a arbitrar um jogo do Benfica.

 

No entanto vou exemplificar com um caso que se passou no café onde estava a ver o jogo. Logo nos primeiros minutos de jogo, os jogadores da casa, quando caíam ao mínimo toque, (situação que permitiam livres perigosos à entrada de área Benfiquista), saltavam os Benfiquistas indignados, a revolta era prontamente desvalorizada por um andrade: “O árbitro apitou e isso é que conta, ele é que sabe”, afirmava ele. Passados alguns minutos e já com um resultado desfavorável (o Benfica já ganhava), o critério opinativo do andrade mudou. Agora saltava ele de visivelmente irritado: “Então não é falta?”, “Mas aquilo é alguma falta? só assim é que conseguem ganhar”. Um verdadeiro “case study”.

 

Este fenómeno também se aplica a analistas de arbitragem. Conseguem ver pormenores, ou não, consoante os casos e os protagonistas. Vem isto a propósito de um caso com Coentrão e o Belluschi na área Benfiquista. O jogador andrade ao atirar-se para o chão puxa a camisola de Coentrão arrastando-o consigo para fora das quatro linhas. Belluschi, nada satisfeito ao levar com o adversário em cima, agride Coentrão como uma palmada na cabeça.

 

Os visionários analistas, neste lance, pedem um amarelo para ambos:

 

“A Coentrão por ter simulado uma falta que não existiu” e “a Belluschi por ter tido comportamento anti-desportivo”, ou melhor ainda, “O movimento brusco de Belluschi acaba por não poder ser considerado um comportamento violento”.

 

Tratam-se, pois, de prodígios da observação e dedução, de fazer corar Sherlock Holmes.

 

 

 

 

Fez bem JJ em denunciar mais um acto de vandalismo à Casa do Benfica de Gaia, caso recorrente que é ignorado pela comunicação social e que irremediavelmente fica sempre sem a devida punição. É mais importante falar de um qualquer desentendimento entre JJ e um jogador da equipa adversária.

 

Tal como JJ, também eu queria deixar aqui o meu enorme agradecimento a todos aqueles corajosos Benfiquistas (e que coragem) que marcaram presença e apoiaram os Nossos Gloriosos Atletas do princípio ao fim.

 

 

                 

publicado por Tasqueiro às 17:02
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