Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

O meio campo

 

Com a venda dos dois médios titulares, do Benfica, um defensivo (Javi) o outro um box to box (Witsel), iniciou-se uma discussão em volta das alternativas.

 

Como é costume, tudo o que rodeia o Benfica é, como diz a minha filha: “mega” empolado. Todos têm a sua opinião (algumas bastante duvidosas) e não deixam de as expor nas suas habituais crónicas escritas ou orações televisivas.

 

Lembro-me de ler e ouvir que, por exemplo, a contratação de Javi era uma aposta de risco, que era muito jovem, que ainda não tinha jogado ao mais alto nível e que o dinheiro dado por ele era um exagero, que mais valia apostar na formação, e por aí adiante. O mesmo foi dito em relação a Witsel (neste momento é Ola John o alvo). Agora, vêem estes senhores (sem sequer reconhecerem erros de avaliação nas ditas opiniões), lançar descrédito sobre as alternativas aos jogadores que saíram.

 

Tratando-se de dois médios defensivos (Witsel com pendor ofensivo), não consigo perceber a polémica em redor das alternativas ofensivas. Reconheço as dificuldades em relação ao sector defensivo, mas não compreendo as dúvidas em relação ao sector ofensivo.

 

Aimar, Carlos Martins e Bruno César são médios de pendor ofensivo, são de qualidade reconhecida, havendo ainda o Gaitan e o Enzo Peres cujo lugar não lhes é desconhecido. Temos 5 alternativas para o meio campo ofensivo, que ainda pode ser reforçado com Miguel Rosa (Capitão do Benfica B) em grande forma.

 

Relativamente à zona defensiva, temos Matic e alguns jovens da equipa B, nomeadamente André Almeida e André Gomes, que estão a fazer um belíssimo campeonato. Neste caso, Matic dá garantias, ficando a dúvida relativamente aos outros dois, se efectivamente têm “arcaboiço” para jogarem na equipa principal do Benfica, nomeadamente em jogos para a Champions, caso Matic não esteja disponível.

 

É muito bonito e cai bem vir reivindicar uma liga com mais jogadores portugueses, pedir oportunidades para os jovens e criticar as paletes de estrangeiros que dão entrada todos os anosem Portugal. Acho, por isso, de uma grande hipocrisia todo este folclore em torno deste assunto, em que passam um atestado de incompetência aos jogadores portugueses, batendo constantemente na tecla da falta de alternativas para o meio campo e da necessidade do Benfica ir ao mercado.

 

 

          

publicado por Tasqueiro às 14:09
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1 comentário:
De Pelo Benfica a 10 de Setembro de 2012 às 16:08
Lucidez num proprietário de Tasca não é fácil de ver!
Exemplar este teu texto. Parece que todos os - e eram muitos - defensores do jogador de formação se sumiram. Onde andam eles? À, e tal, temos de lhes dar tempo, dizem alguns! Pois, parece que antes não o tínhamos de o fazer. Eram todos jogadores prontos a entrar de caras no plantel principal!
Esta capacidade contorcionista repugna-me! Nunca gostei de indivíduos retorcidos!

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