Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017

Da estética à plástica

 

Em Portugal, o critério de análise à arbitragem usado é o de dar destaque aos lances polémicos hipotéticamente favoráveis ao Benfica ou prejudiciais aos dragartos. 

 

Por exemplo, depois de tanto ruído em torno da arbitragem, o jogo de Setúbal (15ª jornada), ao minuto 71 houve uma grande penalidade indiscutível contra o Sporting que foi ignorada. 

Já este fim-de-semana, em Alvalade, o 2º golo dos lagartos é procedido de um fora-de-jogo, lance difícil de analisar, no entanto não deixa de ser um erro de arbitragem. Mais silêncio.

 

O Porto consegue um empate em casa, no entanto houve um penálti a favor o Paços que ficou por marcar. Também aqui houve silêncio.

 

 

O Benfica foi a Guimarães ganhar de forma indiscutível, no entanto:

 "O segundo golo do Benfica é legal, ainda que plasticamente e esteticamente, o árbitro devesse ter tomado outra decisão e interrompido a jogada aquando da falta de Lindelof". 

(Pedro Henriques / ex-árbitro - comentador Sportv)

  

 Resumindo:

 

Os dragartos tiveram lances mal ajuizados, com prejuízo para os respectivos adversários, mas pouco interessa porque esteticamente foram irrepreensíveis. 

  

Já o Benfica, apesar das decisões acertadas, o “expert” não gostou da estética de um lance e decidiu fazer-lhe uma plástica, apimenta-se a coisa, desvia-se atenções e mantem-se a contestação.

 

Acorda Benfica.

 

                          

publicado por Tasqueiro às 11:39
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