Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

A teoria da imputação

 

Vivem-se momentos de grande agitação no futebol nacional. O Benfica está muito perto de conquistar o segundo campeonato consecutivo, um feito que não se verifica há mais de 30 anos, período, esse, de total hegemonia do Futebol Clube do Porto.

 

Comentadores e jornalistas andam muito nervosos. A situação é considerada tão grave, que os leva a perder o controlo e, como isso, a produzir considerações que expõem o seu caracter.

 

Falam em atropelos flagrantes à verdade desportiva, em poucas vergonhas, que segundo eles, umas vezes são habilmente disfarçadas em outas, feitas às claras. Denunciam expulsões cirúrgicas, golos em fora de jogo, amarelos estrategicamente distribuídos, penaltis perdoados, até jogadores impedidos de jogar para facilitar jogos supostamente complicados. Manifestam-se incrédulos com nomeações de árbitros, que consideram autênticas provocações. Para eles, este campeonato está a ser um fartar de vilanagem, cuja vítima é o Futebol Clube do Porto (a pretensa superestrutura).

 

Não deixa de ser curioso, todos estes testemunhos serem um resumo dos últimos 30 anos do futebol nacional. Nesse tempo, afirmações como estas eram prontamente reprovadas e apelidadas de mau perder, consideradas nocivas para um ambiente saudável no desporto nacional.

 

Trata-se do queimar os últimos cartuchos, um último esforço para evitar o fim de uma hegemonia conquistada a ferro e fogo. A estratégia passa por imputar a outros acções que eles tão bem conhecem e usadas repetidamente, pela suposta vitima.

 

Protegidos por uma comunicação social reprimida e conivente, não caiem pela força da lei, terão de ser derrubados pela luta do “povo”.

 

              

 

publicado por Tasqueiro às 11:52
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015

Marrar no Vermelho

 

Os portistas vêm à Luz. Os seus adeptos, postos numa bancada superior, atiram cadeiras e afins para cima do público em baixo. Findos os acontecimentos, marra-se no Vermelho porque os adeptos prevaricadores não têm culpa de lhes ter sido dado esse incentivo.

 

Os sportinguistas vêm à Luz. Os seus adeptos, postos numa caixa de segurança, incendiam cadeiras pondo-se eles próprios e o restante público em perigo. No rescaldo, marra-se no Vermelho porque é uma afronta colocar pessoas atrás de uma jaula.

 

O Benfica vai a Alvalade. Os seus adeptos, postos numa bancada superior, sem caixa de segurança, lançam petardos e tochas para cima do público em baixo. Findo o carnaval, marra-se no Vermelho porque os adeptos Benfiquistas são uns vândalos.

 

            

publicado por Tasqueiro às 17:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

A Taça, o mercado e o folclore

 

Foi em ritmo de treino, mas com muita competência, que o Benfica goleou (5 x 0) o Olhanense e deu mais um passo para a final no Jamor.

 

O clube que se segue é o Rio Ave, nos quartos de final, será a 3ª equipa consecutiva da 1ª Divisão que sai ao Benfica (SP.Braga – 4ª eliminatória e Olhanense – oitavos de final), nesta edição da Taça.

 

Da 1ª Divisão restam, Vitória de Guimarães, Académica, Rio Ave e o Benfica. O FCP também lá está, mas já se encontra nas meias-finais, quando se apanha “pexotes” é assim, anda-se mais depressa.

A outra equipa ainda em luta na Taça de Portugal é o Merelinense, que irá medir forças com o Vitória.

 

 

 

Agora o mercado.

 

Certos estão Jardel (central) e Fernandez (extremo), mas segundo os jornais, ainda estão na calha, alguns com pré-acordos, Carol (lateral), Taiwo (lateral) e Nolito (extremo).

 

A maioria vem em final de contracto, pelo que o Benfica não irá despender muito dinheiro nas aquisições, em todo o caso, não deixa de ser muita “gente” (vencimentos) a juntar aos que já cá estão.

 

Em sentido contrário está Fábio Faria, que foi emprestado ao Valladolid, equipa da 1ª Divisão de Espanha.

 

Pelas entradas, prevejo tempos difíceis para Miguel Vitor (central), Rodrick (central), Sidnei (central), Fábio Faria (central), Cesár Peixoto (lateral – não vai deixar saudades), Urreta (extremo) e um sem número de jogadores da formação, para os quais esta época será a ultima nos juniores.

 

David Luiz deve de estar de saída, Coentrão também e Salvio é uma incognita (preço anda nos 8 milhões), ele é bom jogador, mas valerá o dinheiro?

 

 

Resta o folclore.

 

Chamo-lhe folclore porque não sei como hei-de denominar as afirmações do Vilas Boas.

Diz ele que quer fazer história no futebol português ao ganhar por 3x consecutivas a Taça de Portugal, as ultimas 2 foram vencidas pelo seu clube, e esta, seria a 3ª consecutiva, um facto histórico diz ele.

 

Bem, só se for no clube onde treina, porque no Campeonato português, há mais que um tri, o Benfica consegui-o (nas épocas entre 1984 e 1987) e o Sporting também (1944 a 1948 – na época 46/47 não houve edição da Taça).

Vejam bem que até há, quem tivesse ganho a Taça 4x consecutivas. A proeza é do Benfica, conseguida entre o ano de 1948 e 1953 (na época de 49/50 não houve edição da Taça).

 

Os média são tão competentes, que para além de ainda não terem desmentido Vilas Boas, ainda pactuam com o erro dando-lhe cobertura, com se as afirmações estivessem correctas.

 

Como diria Fernando Pessa, e esta hein?

 

 

                 

publicado por Tasqueiro às 10:38
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Déjà vu

 

O Benfica encontra-se em situação, prematura, de jogos decisivos. Se ganhar, continuará na luta pelos Títulos, se perder ou empatar, poderá dizer, definitivamente, adeus a essas competições (Campeonato e Champions).

 

A história recente não nos é favorável, deseja-se uma reviravolta.

 

O que também não é novo … aliás, tem-se repetido ao longo das últimas décadas, é o facto de o Benfica ter jogadores importantes em risco de falhar o jogo contra os andrades.

 

Aqui, a história é igualmente desfavorável, acabamos sempre por não poder jogar com a equipa na sua máxima força, muitas das vezes devido a decisões duvidosas da arbitragem.

 

Vêm aí dias difíceis 

 

                

publicado por Tasqueiro às 11:36
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Enfim Justiça

 

 

Não foi feita por qualquer advogado ou juiz

Nem consumada em qualquer Tribunal

Foi conquistada a pulso

Por um Benfica maioral

 

 

A Raça, o Querer e Ambição

Fez o Benfica Campeão

 

 

                         

 

publicado por Tasqueiro às 14:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sábado, 1 de Maio de 2010

Clássico da hostilidade

 

 

“...para nós um jogo, para eles uma guerra.”

 

“…ao longo das últimas décadas, sob desígnio de “combate aos mouros” chefiados por um líder de boné...”

 

“…o resguardo do túnel, defendido com vigor, estava a cargo de um célebre guarda … pessoa muito capaz e de trato severo para com os seus rivais.”

 

“…durante a contenda, na falta de arte, sobressaía o génio … as regras, subvertidas pela hostilidade, eram apenas teoria, distante da realidade prática do momento...”

 

“…tudo era calculado, reflectido nas entranhas da doutrina…”

 

 

Foram as últimas palavras, da primeira frase, acima transcrita, que me chamaram à atenção para a “palestra” que estava a decorrer numa das mesas da Tasca.

 

Era um velhote, com aptidões para orador, ou apenas, inspirado pelo tintol, a falar para um grupo de jovens, que o ouviam com bastante entusiasmo.

 

A maneira como se exprimia, era tão invulgar, que foi difícil de memorizar toda a prosa, pelo que, só me foi possível transcrever algumas fracções.

 

Enquanto escutava a narração, veio-me à memória, alguns acontecimentos do passado.

 

Alguns, apenas relatos, como o episódio da creolina no balneário destinado ao Benfica, que obrigou a equipa a equipar no corredor, ou a celebre fuga das Antas, do então Presidente, Jorge de Brito, escondido dentro de uma ambulância.

 

Outros, a que assisti, como a assombrosa defesa de Vítor Baia, completamente fora da grande área, ou ainda, a recente impunidade de Bruno Alves no jogo da Taça da Liga.

 

De regresso ao presente, senti esperança no futuro, se conseguimos vencer no passado, temos todas as condições para voltar a triunfar.

 

Eu acredito.

 

Força Rapazes.

 

 

                                                 

publicado por Tasqueiro às 03:04
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|

.Rodadas

contador de visitas
compteur gratuit
contador de visitas

.pesquisa

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. A teoria da imputação

. Marrar no Vermelho

. A Taça, o mercado e o fol...

. Déjà vu

. Enfim Justiça

.links

.arquivos

.tags

. todas as tags

.mais sobre mim

blogs SAPO
RSS