Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Dez a zero

 

Há jogos assim. São muito raros, é necessário uma convergência de situações para que haja a possibilidade de acontecer. É indispensável a equipa ter competência, tudo correr de feição e defrontar um adversário em dia não.

O golo madrugador, a grande exibição do Benfica e o avolumar do resultado foi afectando o estado psicológico dos jogadores do Nacional, o que levou o marcador para um resultado incomum, mas justo. Durante a 1ª parte ainda houve alguma réplica por parte do Nacional, mas o entrosamento e velocidade dos jogadores do Benfica fez a diferença.

O dia era de festa na Luz. Homenageavam-se as Casas do Benfica e celebrava-se o aniversário do Chalana. Casa cheia, a Equipa num bom momento e a chuva a acelerar os movimentos no relvado, foram os ingredientes para um dia memorável.

 

             

publicado por Tasqueiro às 09:23
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2019

Sentimentos e intuições

 

Há jogos em que apesar do resultado ser desfavorável ficamos com aquela sensação de esperança, sentimento esse que acaba por nos dar algum entusiasmo para o futuro.

Pelo contrário, há outros que o desaire nos mergulha num profundo pessimismo.

 

No primeiro caso, o sentimento de confiança é tanto maior quanto maior for a dificuldade que a equipa teve pela frente nesse mesmo jogo, subindo o entusiamo proporcionalmente a quantidade e gravidade dos erros dos arbitros. A meia-final da taça da liga foi um jogo desses, e a maneira como perdemos é ainda mais angustiante do que a derrota, perdeu-se toda a vergonha e não se vislumbra qualquer respeito pela justiça. Julgo que … melhor, desejo que esta arbitragem tenha atingido o limite da pouca-vergonha, e que a partir de agora haja mais dignidade.

Na segunda circunstância temos os exemplos do basquete e do hóquei. Duas derrotas por diferenças significativas. Se o caso do basquete tem a atenuante de ser jogado no Porto e de ser a primeira derrota da época, o hóquei jogou em casa e precisava dos pontos para ter ainda a esperança no título.

 

Resumindo, foi uma semana cheia de emoções, com derrotas em excesso, e onde os acontecimentos por vezes são antagónicos aos sentimentos, tudo dependendo da forma como perdemos. A jogar bem o sofrimento é atenuado, porque o desaire  tem a razão no azar ou nos erros arbitrais, o contrário leva-nos à descrença porque, com planteis superiores, as equipas revelaram da falta de determinação e sem essa ambição não há gloria, facto determinante para a historia do Glorioso Benfica.

 

Nada como ganhar os próximos jogos e se for de forma convincente tanto melhor. É que tudo o que têm passado neste ano e meio, os Benfiquistas não só merecem como necessitam desses resultados.

 

Carrega Benfica.

 

          

publicado por Tasqueiro às 14:26
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019

Lage prepara fundações

 

Notam-se algumas melhoras mas a desorganização continua entranhada no subconsciente dos jogadores. A bola parece queimar. Continuamos sem conseguir ter uma posse de bola consistente e defensivamente continua a haver muito desacerto.

Deixo um texto que explana bem aquilo que penso. 

(nota: Zivkovic fez um jogo muito fraquinho).

 

               

 

publicado por Tasqueiro às 15:46
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2019

Estado de alma

 

Mais vale tarde que nunca. A decisão da saída de Rui Vitória foi correta mas demasiado tardia. Era uma questão de tempo, só o Presidente é que não quis ver, ou o passado toldou-lhe o discernimento.

À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta. Ao Benfica deve exigir-se o mesmo, principalmente na conjuntura actual. O anti-Benfiquismo está no auge e é transversal a todos os sectores desta democracia patológica. As contas têm de ser transparentes e devem resumir-se apenas à actividade do Benfica, os casamentos não integram o negócio. Haja consequências ou a seriedade da estrutura começa a ser questionável.

Quanto mais me bates mais eu gosto de ti. Ainda tenho presente na memória a reportagem televisiva que pretendia demonstrar que o Benfica comprava jogadores. Tudo aquilo tresandava a farsa e visava atingir o Benfica. A resposta do Benfica é disponibilizar jogadores e o Presidente para entrevistas.

Não basta dizer, é preciso fazer. A última contratação (Caio Lucas) até pode ser uma boa oportunidade de negócio, mas deixa muitas dúvidas. Mais um extremo para onde já existem Sálvio, Cérvi, Rafa e até Zivkovic, Pizzi ou Felix fazem o lugar. Há ainda o Jota e o Willock, que aguardam a concretização das alegadas convicções do Presidente. O astuto custo zero, vai ter um salário milionário e acarreta desconfianças e frustrações nos jovens da Formação.

               

      

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publicado por Tasqueiro às 10:01
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Esclarecimentos

 

Da conferência de Vieira, retirei as seguintes conclusões:

 

- Alguns Administradores estão de trombas e engoliram um sapo por não terem coragem (ou estão acomodados) de se afirmar.

- Existe uma toupeira na estrutura do Benfica. É uma situação que já existe há demasiado tempo e já devia de ter sido resolvida. Não ver uma alma preocupada com isso é inquietante.

- A reunião não passou de uma conversa de grupo, onde alguns dos administradores manifestaram a sua insatisfação com a situação. LFV acedeu às críticas, chegou a admitir as respectivas implicações, mas deixou a decisão final para o dia seguinte.

- Presentemente não há alternativa a Rui Vitória. O perfil está decidido, mas falta o resto.

- Vieira mantem uma ligação (perigosa) com o catedrático.

- Há jogadores a fazer birra surda. Ou acabam-se as criancices ou rua com eles.

- Houve “sermão” no balneário.

 

Aposto que no próximo jogo vamos ver uma outra atitude em campo.

         

    

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publicado por Tasqueiro às 14:18
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

Inépcia

 

Na minha juventude joguei futebol de onze. Foi a nível distrital e de inatel, mas a exigência estava lá, a pressão também, pelo menos a de não fazer má figura em frente a família, amigos, vizinhos ou até apenas conhecidos.

Lembro-me de fazer treinos onde apenas podíamos dar um a dois toques na bola, a finalidade consistia em treinar o corpo e a mente a pensar e executar rápido. Também me lembro muito bem de ouvir das boas, quando num exercício, que concluía num centro para a área, a bola não chegava em condições.

A ver o Benfica jogar, chego facilmente à conclusão de que estas práticas devem estar desactualizadas a este nível de exigência. Falo de um nível, tipo “10 anos à frente”.

Parece que no Moreirense a tradição se mantem.

Esteve tudo ao contrário, os azuis a jogar à Benfica e os vermelhos, um clube de escalão inferior, incapaz de ripostar.

Tudo torna-se ainda mais incompreensível quando é a segunda vez consecutiva, e antes já tinham ocorrido sinais inquietantes.

 

Mais uma vez as vozes no Benfica dividem-se. Nem tudo está mal, mas há definitivamente algo que está mal.

Afirma-se na BTV que aquele espaço é de democracia. Pois na minha opinião diria que é mais um espaço de consensos, o que é bastante invulgar para esta altura do campeonato. Num espaço de Benfiquistas é sempre difícil encontrar unanimidade, até mesmo em tempos de fartura.

 

JJ é dado como interesse do Benfica, com acordo verbal e tudo. Ainda não foi confirmado nem desmentido, e o Rui Vitória a arder. Ou isto é estratégia muito à frente (tipo 10 anos) ou inépcia total.

Aguarda-se uma posição, uma atitude ou acção. Qualquer coisa que accione uma consequência. Ou desmente-se os jornais, ou apresente-se uma alternativa, JJ é que não!!

 

              

publicado por Tasqueiro às 15:17
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

A entrevista

 

À partida não estava de acordo com esta entrevista que o Presidente do Benfica ia dar à TVI. Sou contra quaisquer actos que possam beneficiar entidades de comunicação social envolvidos na ofensiva ao Benfica.

Após a entrevista, a minha posição mudou substancialmente. Reconheço que, sendo um dos canais menos agressivos é também um veículo excelente para passar a mensagem, principalmente aos Benfiquistas. A BTV não chega a todos e, como se verifica, é lamentavelmente ocultada pelos generalistas, ao contrário do que fazem com os canais dos rivais, com especial incidência para o porto canal.

Havendo aqui e ali algum excesso na argumentação, Luís Filipe Vieira, no global, esteve a um nível aceitável e por isso acho que esta entrevista foi vantajosa.

Considero bastante oportunas as declarações relativamente a Simões, tendo sido bastante assertivo na argumentação e directo no recado que tinha de ser dado, esta novela acabou. Foi bastante convincente e determinado nos assuntos relacionados com os casos relacionados com a justiça, quem não deve não teme, ponto. Esclareceu os assuntos relacionados com os grupos organizados de adeptos, com as contas (ainda que de forma sucinta), o património (está totalmente pago) e a formação (que está para ficar). Deu uma ideia do que ainda está por fazer (e não é pouco).

Já não esteve tão bem na forma como esclareceu o telefonema com Boaventura, achei tudo muito confuso. Em outras ocasiões falou demais, tendo entrado em revelações que em nada beneficiam, nem a ele nem ao Benfica (apenas dá azo a mais especulação). Por exemplo, os assuntos relacionados com Rui Vitória numa conferência de imprensa, o relacionamento deste com Luisão, ou até chegar ao ponto de criar um ranking dos vencimentos de jogadores, assuntos que não deviam de merecer tanta atenção. Relativamente à “cartilha” esteve particularmente mal, revelou ignorância ou mentiu sem qualquer necessidade, até porque é um assunto público e já confessado por vários Benfiquistas. Tinha apenas de dizer que é um mecanismo já há muito utilizado pelos rivais e que o Benfica não quis ficar atrás.

Também não faltou aquele bocadinho de vaidade e arrogância, que sendo compreensível na exaltação na parte do trabalho realizado, acho excessivo no já abusivo “10 anos à frente”.

 

Tendo preenchido algumas lacunas na defesa do Benfica na praça pública, esta entrevista seria dispensável se o departamento de comunicação do Benfica fizesse o seu trabalho.

 

             

publicado por Tasqueiro às 15:52
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Altura de actuar com sapiência

 

Era uma oportunidade de liderar o campeonato, isolado à frente da concorrência. Um aditivo anímico após a derrota dramática em Amsterdam que iria serenar os ânimos, que se encontram exaltados, e dar uma força extra para os jogos importantes que se avizinham.

Aconteceu tudo ao contrário. Foi uma derrota humilhante que deixou os Benfiquistas à beira de um ataque de nervos, um treinador a ser contestado e o Presidente em dificuldades para o manter.

 

Os pessimistas querem a cabeça do treinador e os mais radicais sugerem eleições antecipadas. Os últimos acontecimentos aliados ao falhanço do penta e o pleno de derrotas na Champions fizeram transbordar o copo.

Os optimistas desvalorizam as duas derrotas consecutivas, sustentam-se nas boas exibições da equipa, nas muitas oportunidades falhadas e defendem Rui Vitória atribuindo-lhe o mérito de conseguir valorizar os jovens da formação.

 

A minha opinião não é tão radical como os pessimistas nem tão benevolente como os optimistas. Eu vejo jogadores perdidos em campo, com a obrigação de ganhar, sem saberem o que fazer e como lá chegar. Um treinador sem soluções e com muitas dificuldades em gerir o grupo de trabalho. Vão-lhe valendo os tiros certos na formação.

Vejo uma estrutura demasiado focada no negócio. Não consigo desassociar a má gestão do plantel com os negócios cozinhados nos gabinetes. 

 

O Benfica precisa de um treinador com peso na estrutura. Que não só perceba de futebol e que aposte na formação, mas que seja um Homem corajoso, um revolucionário que acabe com a ditadura financeira do Clube.

  

Aos Benfiquistas pede-se reflexão. As decisões precipitadas nunca deram bom resultado e este é um terreno fértil para oportunistas.

 

Para terminar, faz-me muita confusão este Benfica. As nomeações e respectivas performances da arbitragem têm sido uma incompetência. O VAR é um desastre. A Liga de Clubes idem. Os ataques da imprensa e dos aliados intensificam-se. O segredo de justiça parece um queijo suíço. O silêncio das entidades competentes é preocupante, mas a inércia do Benfica é medonha.

 

Acorda Benfica.

 

  

publicado por Tasqueiro às 15:03
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Resta lutar pelo Liga Europa

 

Em primeiro lugar quero destacar que se tratou de um grande jogo de futebol (muito à conta da dinamica do Ajax) e merecia um resultado com mais golos. O Ajax apresentou um futebol próximo do clássico futebol total, à imagem da geração de Johan Cruijff, faltando apenas a genialidade do melhor jogador holandês de todos os tempos. A manter-se esta performance, estou convicto de que esta equipa pode muito bem passar em primeiro lugar no grupo.

Relativamente ao Benfica, não entusiasma. Os problemas persistem, tanto na defesa como no ataque.

A primeira fase de construção não existe, é demasiado lenta e quando pressionada passa por grandes dificuldades. A bola, através de atrasos consecutivos, acaba sempre no guarda-redes, que já pressionado, tem de a despachar com pontapé para a frente sem grande precisão.

No ataque temos um Seferovic esforçado que até é competente nas recessões às bolas bombeadas e quando bem acompanhado consegue-lhes dar seguimento, no entanto, se falta o apoio não consegue reter a bola, muito menos desenvolver qualquer jogada individualmente. Possui um remate fácil, é útil em jogadas de contra-ataque, mas o problema reside na falta de talento.

Não concordei com a vinda de Rui Vitória para o Benfica, não lhe reconheço capacidades para treinar este Glorioso Clube. Admito que pontualmente tem estado à altura do desafio, em particular no lançamento dos Jovens da Formação, mas é pouco. Ontem o jogo precisava de músculo e intensidade, pois em vez de Alfa (que foi o herói de Atenas) meteu o Gabriel. Fico na dúvida se Cervi entrou para refrescar o ataque ou se foi para perder tempo. Este Benfica não consegue ter a bola, e sem bola tudo se torna mais difícil, a não ser que se pretenda adoptar o modelo de contra-ataque. Espera-se muito mais de um treinador do Benfica, quando tem à sua disposição tanta qualidade. O Ajax que sirva de exemplo.

Ficou um penalti claro por marcar a favor do Benfica. Até aí temos tido pouca sorte.

 

                 

publicado por Tasqueiro às 14:05
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

Taça, “faits divers" e coisas importantes

 

No jogo com o Sertanense para a Taça de Portugal, o Benfica fez a sua obrigação … ganhar.

Não foi uma grande exibição mas o Benfica fez o suficiente para merecer o resultado, nesse aspecto nada a apontar. Um 11 atípico, sem automatismos, do qual não se podia exigir muito, e que foi melhorando com o desenrolar do jogo.

O que importa assinalar é a soma dos Jogadores Formados no Clube que participaram neste jogo: Ruben Dias, Alfa Semedo, Yuri, Gedson, Felix e Jota. O futuro é já ali ao virar da esquina, haja vontade de todas as partes, em especial a da Direcção.

De realçar a exibição de Alfa a central, não foi um teste especialmente complicado, no entanto deu sinais de que podem contar com ele para qualquer eventualidade. Rafa foi oportuno e eficaz, é a regularidade que falta e que todos os Benfiquistas desejam. Gedson fez mais uma excelente exibição, grande golo. Zivkovic merece mais oportunidades, faz da simplicidade a genialidade (faz-me lembrar Aimar, com as devidas diferenças).

 

O Sport Lisboa e Benfica é um Clube centenário. Da sua Gloriosa história fazem parte diversas e abundantes personagens, umas mais significativas que outras, todas elas meritórias mas nenhuma está acima do Benfica.

Simões é e será sempre uma figura relevante na história do Benfica, foi Campeão Europeu e fez parte de uma das mais memoráveis gerações deste Glorioso Clube. Mas por mais importante que seja ou tenha sido a personagem, o Sport Lisboa e Benfica é um todo e nunca uma só parte “E pluribus unumDe muitos, um”.

A forma como tratou Calado (em declarações à CMTV) é simplesmente inacreditável. Como disse Simões, vezes sem conta, não se trata de opinião mas sim de dizer a verdade e essa é indesmentível através dos factos que Ricardo Palacin nos apresentou. O Senhor afinal falou para a BTV.

Estou muito desiludido com Simões, pessoa a quem tinha em grande consideração. Acusou Calado de ser mentiroso e um moço de recados, afinal o mentiroso foi ele.

É preciso ter a noção que o Simões sem o Benfica provavelmente não teria o estatuto que teve (e ainda tem), o Benfica sem Simões iria ser sempre Grande. O Benfica já era Campeão Europeu sem Simões.

 

Hoje pede-se máxima concentração. Muita raça, querer e ambição. Carrega Benfica.

 

                  

publicado por Tasqueiro às 09:26
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