Segunda-feira, 8 de Abril de 2019

Abrem-se as hostilidades

 

Finalmente há polémica no futebol tuga. Foi preciso haver lances duvidosos, alegadamente a beneficiar o Benfica, para se produzirem múltiplas e meticulosas considerações em relação ao julgamento da arbitragem. Se até aqui apenas se arranjava assunto com o critério de opções do treinador e as performances exibicionais, com estes lances duvidosos os críticos ganham novo folgo, é vê-los a atropelarem-se para ver quem julga primeiro. 

 

Desde a indignação do adversário até à diligente promoção dela na comunicação social, é a hipócrita contestação dos eternos privilegiados que merece o meu maior realce. Uma época recheada de vantajosos equívocos não lhes tira o apetite, os erros do árbitro na deslocação do Feirense ao dragão não passaram de aperitivos. Empanturrados ainda cobiçam o alheio.

 

Do Feirense não se esperava outra coisa, o Benfica consiste no jogo de uma vida, realizou uma exibição tão portentosa como invulgar (ainda há uma semana se viu algo de similar em Alvalade). Com tanto ruído no final do jogo ficam apresentados, na Invicta nem piaram. Fica o desejo de uma descida sem percalços, longe do Benfica (percebeste Vieira?!).

 

 

Relativamente ao Benfica, pois mais uma vez pôs-se a jeito e fico-me por aqui.

 

Acorda Benfica.

 

                  

publicado por Tasqueiro às 15:03
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Terça-feira, 2 de Abril de 2019

Arriscado

 

O Tondela foi um osso duro de roer. Não se compreende como pode esta equipa, com esta habilidade, andar aos aflitos nesta altura do campeonato.

 

Uma primeira parte que foi praticamente toda nossa, a boa organização defensiva do adversário e a falta de acerto na finalização foi o que manteve o nulo.

 

Na segunda parte o treinador resolveu arriscar e na minha opinião abusou, não pela entrada de Seferovic mas na saída de Samaris, criou um buraco no meio campo, que o Tondela aproveitou muito bem e pôs o Benfica em sérias dificuldades.

Acertou com a entrada (tardia) de Taarabt que devolveu algum equilíbrio ao meio campo.

Voltou a errar quando escolheu Jota como derradeira alternativa para tentar vencer o jogo. Reconheço ao Jota muito talento mas, na equipa principal, ainda não demonstrou nada para estar à frente de Cérvi num momento desta responsabilidade.

 

Grimaldo e Seferovic deram os 3 pontos que mantêm a chama acesa, mas com muita desconfiança por parte dos Benfiquistas, pois a conjuntura não está para euforias. Perdeu-se a vergonha, a seriedade e a decência. A arbitragem, a liga, a federação e a comunicação social parecem estar em sintonia.

Enquanto todos os Benfiquistas não se unirem sériamente contra esta afronta tudo se manterá na mesma, e basta começar por um simples mudar de canal para fazer uma grande diferença.

 

Aproximam-se tempos muito difíceis.

 

      

publicado por Tasqueiro às 15:23
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Segunda-feira, 18 de Março de 2019

Competência

 

Dois jogos complicados ultrapassados com inteligência, muito suor e sacrifício.

 

Em Zagreb iniciámos o jogo com um onze de ensaio que não deu resultado, tendo Lage corrigido ao intervalo para concluir com uma exibição convincente e produtiva. Passámos à eliminatória seguinte, onde vamos encontrar um adversário teoricamente mais complicado, Lage tem inevitavelmente de ser mais exigente nas suas escolhas para as equipas iniciais.

   

Para o campeonato, jogou o melhor 11, tendo proporcionado uma excelente exibição e um resultado condizente. No fundo o que interessa são os 3 pontos, vendo friamente a conjuntura actual, o nosso concorrente directo dispõe de circunstâncias particulares. Detalhes que fazem a diferença, não fossem elas totalmente opostas aquelas de que nós possuímos. Basta ver a diferença abissal dos critérios que o árbitro Capela manifestou, em lances idênticos e em jogos separados por 5 dias.

 

Lage tem agora, nesta paragem, alguns dias para trabalhar o “processo”, pois o Benfica necessita, a nível interno, de jogar o dobro para poder alcançar o tão desejado 37.

 

Carrega Benfica.

 

         

publicado por Tasqueiro às 16:08
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Terça-feira, 12 de Março de 2019

Decepção angustiante

 

Pior que a decepção de perder pontos em casa e nesta altura do campeonato é a forma angustiante como sofremos os golos.

O adversário sem nada ter feito para marcar consegue facturar 2 golos e roubar outros tantos pontos ao Benfica.

O azar (neste caso paragem cerebral) de uns é a sorte de outros. Claro que para se ganhar é preciso apostar, mas neste caso não encontro ditado que sirva esta fatalidade.

A arbitragem foi igual a si própria. Parece que, para além do desígnio nacional de salvar o Sporting, há também uma vontade arbitral de dificultar a vida ao Benfica. Em todas aquelas mãos na área, o árbitro não encontrou nenhuma que preenchesse os requisitos para a marcação de um penalti. A expulsão no fim do jogo veio com meia hora de atraso e num lance onde não pode haver qualquer dúvida de exibir um amarelo, nem que fosse o segundo.

 

Resta levantar a cabeça (em especial a Odisseas e Ruben) e no próximo jogo fazer melhor (ou igual, desde que não se repita idênticos erros).

 

                      

publicado por Tasqueiro às 15:22
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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

Oscilação

 

Nestes últimos dois jogos, a Equipa do Benfica oscilou entre o bom e o medíocre.

No clássico fez um bom jogo, alcançando um desfecho notável. Conseguiu virar o resultado no jogo e na tabela classificativa, feito obtido num palco de extrema dificuldade, onde as leis universais parecem não se aplicar.

Arbitragem:

  • Penálti por assinalar sobre Pizzi
  • Golo do porto em fora-de-jogo
  • Penálti por assinalar sobre Ruben Dias (cometido por Casillas)
  • Faltou expulsão de Octávio por agressão a Gabriel
  • Faltou expulsão de Brahimi por agressão a Ruben Dias
  • Pepe devida ter sido expuslo por acumulação de amarelos, ambos por acções sobre Felix.

A tudo isto, e parece-me que não estou a ser faccioso, a opinião especializada trata com indiferença. Este país exalta com o 25 de Abril, mas parece-me que a ditadura de opinião se mantem.  

 

 

Ontem, tanto a exibição como o resultado foram maus. Prevêem-se muitas dificuldades para o jogo da 2ª mão, é preciso marcar 2 sem sofrer nenhum. 

Lage fez algumas alterações que não deram resultado, a começar pela entrada de Krovinovic. Na minha opinião, a fraca exibição do Benfica na Croácia deveu-se sobretudo às duas escolhas para as alas, Krovinovic não deu nem profundidade nem velocidade ao flanco e Gedson não conseguiu transportar bola e causar os desequilíbrios que tanto caracteriza Pizzi.

O lugar não é novo a Gedson, mas tem entrado para essa posição sempre no decorrer dos jogos, quando o resultado está feito e o objectivo é de contenção. Já Krovinovic, para além de não estar fisicamente a 100%, não tem as características necessárias para aquela posição. Grimaldo viu-se e desejou-se para dar profundidade mas esbarrou sempre na estagnação do Croata.

Para agravar a situação, perdeu-se a referência no ataque e a pressão alta com a lesão de Seferovic e Felix já começa a dar sinais de fadiga.

Resumindo, o jogo estancou no meio campo e nunca mais ganhou a fluidez necessária e tão característica de Lage. As substituições de pouco resultaram, até porque faltou sempre presença física no último terço do terreno.

 

Agora é concentração máxima para a recepção ao Belenenses, se havia jogo onde um resultado negativo não era determinante foi este na Croácia, a partir de agora todos são decisivos.

 

                   

publicado por Tasqueiro às 10:15
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

A calmaria antes da tempestade

 

Grande jogo por parte do Benfica. O Chaves vinha com a estratégia de não sofrer golos, nem que fosse necessário enfiar todos os homens junto à área, o que veio a confirmar-se pelo menos no primeiro quarto de hora de jogo.

Após o 1º golo tudo foi diferente. O Benfica tranquilizou e o Chaves inquietou-se. O jogo decorreu um pouco à imagem do Nacional mas com muito menos eficácia, ou o resultado teria sido semelhante.

Resumindo, mais 3 pontos, nenhum castigado ou lesionado, portanto tudo apostos para a grande batalha a norte. Local que é de uma outra dimensão, muito à imagem de Hitchcock, onde o mais absurdo pode muito bem acontecer com toda a naturalidade.

Espero que Lage leve para o Porto uma táctica revolucionária a todos os níveis. Uma que consiga anular quaisquer manipulações da realidade, aparições ilusórias ou manifestações sobrenaturais. Terá pois de ser um procedimento à Ghostbusters ou coisa parecida.

Os sócios e adeptos do Glorioso têm também de ter em conta que acima de Pecos tudo é diferente. Trata-se de uma realidade paralela.

Ao Benfica será necessário uma paciência de Jó, muita força e uma coragem infindável. E mesmo assim vai ser uma “via-sacra”.

 

Carrega Benfica.

 

               

publicado por Tasqueiro às 15:30
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Dez a zero

 

Há jogos assim. São muito raros, é necessário uma convergência de situações para que haja a possibilidade de acontecer. É indispensável a equipa ter competência, tudo correr de feição e defrontar um adversário em dia não.

O golo madrugador, a grande exibição do Benfica e o avolumar do resultado foi afectando o estado psicológico dos jogadores do Nacional, o que levou o marcador para um resultado incomum, mas justo. Durante a 1ª parte ainda houve alguma réplica por parte do Nacional, mas o entrosamento e velocidade dos jogadores do Benfica fez a diferença.

O dia era de festa na Luz. Homenageavam-se as Casas do Benfica e celebrava-se o aniversário do Chalana. Casa cheia, a Equipa num bom momento e a chuva a acelerar os movimentos no relvado, foram os ingredientes para um dia memorável.

 

             

publicado por Tasqueiro às 09:23
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

Inépcia

 

Na minha juventude joguei futebol de onze. Foi a nível distrital e de inatel, mas a exigência estava lá, a pressão também, pelo menos a de não fazer má figura em frente a família, amigos, vizinhos ou até apenas conhecidos.

Lembro-me de fazer treinos onde apenas podíamos dar um a dois toques na bola, a finalidade consistia em treinar o corpo e a mente a pensar e executar rápido. Também me lembro muito bem de ouvir das boas, quando num exercício, que concluía num centro para a área, a bola não chegava em condições.

A ver o Benfica jogar, chego facilmente à conclusão de que estas práticas devem estar desactualizadas a este nível de exigência. Falo de um nível, tipo “10 anos à frente”.

Parece que no Moreirense a tradição se mantem.

Esteve tudo ao contrário, os azuis a jogar à Benfica e os vermelhos, um clube de escalão inferior, incapaz de ripostar.

Tudo torna-se ainda mais incompreensível quando é a segunda vez consecutiva, e antes já tinham ocorrido sinais inquietantes.

 

Mais uma vez as vozes no Benfica dividem-se. Nem tudo está mal, mas há definitivamente algo que está mal.

Afirma-se na BTV que aquele espaço é de democracia. Pois na minha opinião diria que é mais um espaço de consensos, o que é bastante invulgar para esta altura do campeonato. Num espaço de Benfiquistas é sempre difícil encontrar unanimidade, até mesmo em tempos de fartura.

 

JJ é dado como interesse do Benfica, com acordo verbal e tudo. Ainda não foi confirmado nem desmentido, e o Rui Vitória a arder. Ou isto é estratégia muito à frente (tipo 10 anos) ou inépcia total.

Aguarda-se uma posição, uma atitude ou acção. Qualquer coisa que accione uma consequência. Ou desmente-se os jornais, ou apresente-se uma alternativa, JJ é que não!!

 

              

publicado por Tasqueiro às 15:17
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Altura de actuar com sapiência

 

Era uma oportunidade de liderar o campeonato, isolado à frente da concorrência. Um aditivo anímico após a derrota dramática em Amsterdam que iria serenar os ânimos, que se encontram exaltados, e dar uma força extra para os jogos importantes que se avizinham.

Aconteceu tudo ao contrário. Foi uma derrota humilhante que deixou os Benfiquistas à beira de um ataque de nervos, um treinador a ser contestado e o Presidente em dificuldades para o manter.

 

Os pessimistas querem a cabeça do treinador e os mais radicais sugerem eleições antecipadas. Os últimos acontecimentos aliados ao falhanço do penta e o pleno de derrotas na Champions fizeram transbordar o copo.

Os optimistas desvalorizam as duas derrotas consecutivas, sustentam-se nas boas exibições da equipa, nas muitas oportunidades falhadas e defendem Rui Vitória atribuindo-lhe o mérito de conseguir valorizar os jovens da formação.

 

A minha opinião não é tão radical como os pessimistas nem tão benevolente como os optimistas. Eu vejo jogadores perdidos em campo, com a obrigação de ganhar, sem saberem o que fazer e como lá chegar. Um treinador sem soluções e com muitas dificuldades em gerir o grupo de trabalho. Vão-lhe valendo os tiros certos na formação.

Vejo uma estrutura demasiado focada no negócio. Não consigo desassociar a má gestão do plantel com os negócios cozinhados nos gabinetes. 

 

O Benfica precisa de um treinador com peso na estrutura. Que não só perceba de futebol e que aposte na formação, mas que seja um Homem corajoso, um revolucionário que acabe com a ditadura financeira do Clube.

  

Aos Benfiquistas pede-se reflexão. As decisões precipitadas nunca deram bom resultado e este é um terreno fértil para oportunistas.

 

Para terminar, faz-me muita confusão este Benfica. As nomeações e respectivas performances da arbitragem têm sido uma incompetência. O VAR é um desastre. A Liga de Clubes idem. Os ataques da imprensa e dos aliados intensificam-se. O segredo de justiça parece um queijo suíço. O silêncio das entidades competentes é preocupante, mas a inércia do Benfica é medonha.

 

Acorda Benfica.

 

  

publicado por Tasqueiro às 15:03
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Domingo, 14 de Outubro de 2018

Estratégia

 

Nos últimos dois jogos fui bastante crítico com a equipa, com principal relevo para Rui Vitoria. Desta vez dou os parabéns a todos.

Contra este adversário em particular de pouco vale a tácita. Eles apresentam-se sempre em modo agressivo, baseado nos duelos físicos e lutas psicológicas. Aproveitando as constantes performances infelizes da arbitragem para com o Benfica, a estratégia faz todo o sentido e tem dado bons resultados.

Pois desta vez, Rui Vitória abordou o jogo de forma estratégica. Não descurou a tática mas remeteu a mesma para segundo plano. Havia primeiro que criar grande união e espírito de entreajuda.

A resposta tinha de passar pela utilização das mesmas armas do adversário, a agressividade defensiva e não deixar jogar, em especial os lançamentos diretos para as costas das nossas defesas.

Depois, evitar perdas de bolas em zonas muito recuadas, situação resolvida com o jogo mais direto.

Tudo resumiu, deu uma primeira parte de muita luta a meio campo e sem grandes jogadas de perigo em ambas as balizas. Era eliminada a estratégia do adversário.

Na segunda parte deu-se mais relevância à tática. Sem nunca renegar a estratégia da primeira parte, tentou-se aproveitar algum desnorte criado no adversário e deu resultado.

 

A arbitragem foi novamente infeliz para o Benfica. Mas desta vez foi bem mais difícil ao árbitro manter um critério complacente com lances mais ríspidos. Conseguiu-o ao início, onde perdoou uma amarelo a Octávio, mas após a primeira advertência foi obrigado a apertar o critério disciplinar. Situação que até os jogadores perceberam, pois o jogo decorreu sem grandes casos de força excessiva.

 

Importante vitória, que espero ser um exemplo para o futuro. Nestes jogos de pouco servem as táticas, até porque não contemplam as arbitragens.

         

           

publicado por Tasqueiro às 22:59
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