Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

A entrevista

 

À partida não estava de acordo com esta entrevista que o Presidente do Benfica ia dar à TVI. Sou contra quaisquer actos que possam beneficiar entidades de comunicação social envolvidos na ofensiva ao Benfica.

Após a entrevista, a minha posição mudou substancialmente. Reconheço que, sendo um dos canais menos agressivos é também um veículo excelente para passar a mensagem, principalmente aos Benfiquistas. A BTV não chega a todos e, como se verifica, é lamentavelmente ocultada pelos generalistas, ao contrário do que fazem com os canais dos rivais, com especial incidência para o porto canal.

Havendo aqui e ali algum excesso na argumentação, Luís Filipe Vieira, no global, esteve a um nível aceitável e por isso acho que esta entrevista foi vantajosa.

Considero bastante oportunas as declarações relativamente a Simões, tendo sido bastante assertivo na argumentação e directo no recado que tinha de ser dado, esta novela acabou. Foi bastante convincente e determinado nos assuntos relacionados com os casos relacionados com a justiça, quem não deve não teme, ponto. Esclareceu os assuntos relacionados com os grupos organizados de adeptos, com as contas (ainda que de forma sucinta), o património (está totalmente pago) e a formação (que está para ficar). Deu uma ideia do que ainda está por fazer (e não é pouco).

Já não esteve tão bem na forma como esclareceu o telefonema com Boaventura, achei tudo muito confuso. Em outras ocasiões falou demais, tendo entrado em revelações que em nada beneficiam, nem a ele nem ao Benfica (apenas dá azo a mais especulação). Por exemplo, os assuntos relacionados com Rui Vitória numa conferência de imprensa, o relacionamento deste com Luisão, ou até chegar ao ponto de criar um ranking dos vencimentos de jogadores, assuntos que não deviam de merecer tanta atenção. Relativamente à “cartilha” esteve particularmente mal, revelou ignorância ou mentiu sem qualquer necessidade, até porque é um assunto público e já confessado por vários Benfiquistas. Tinha apenas de dizer que é um mecanismo já há muito utilizado pelos rivais e que o Benfica não quis ficar atrás.

Também não faltou aquele bocadinho de vaidade e arrogância, que sendo compreensível na exaltação na parte do trabalho realizado, acho excessivo no já abusivo “10 anos à frente”.

 

Tendo preenchido algumas lacunas na defesa do Benfica na praça pública, esta entrevista seria dispensável se o departamento de comunicação do Benfica fizesse o seu trabalho.

 

             

publicado por Tasqueiro às 15:52
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1 comentário:
De To zé a 1 de Novembro de 2018 às 16:36
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