Quinta-feira, 8 de Março de 2018

E-Toupeira - a discussão e a alegada equidade

 

Equidade significa igualdade. Pode-se definir também como equivalência, isenção, neutralidade, imparcialidade ou honestidade.

 

Ontem à noite estive com especial atenção ao canal SIC-Noticias, onde houve um programa especial ao caso E-Toupeira, com vários convidados, nomeadamente: Nuno Gaioso (Administrador do Benfica), um juiz, um advogado e um comentador desportivo, moderado por um casal de jornalistas. 

 

 

Durante o programa fiquei a saber através das declarações do advogado de José Silva (funcionário judicial), após a determinação das medidas de causão, que no seu entendimento:

- os indícios estão fortemente descontextualizados;

– parte dos crimes que estão imputados ao seu cliente acabaram por não ser os mesmos que vieram despachados pela juíza;

– não lhe parece, no processo, que o Benfica tinha conhecimento dos elementos e que a SAD do Benfica possa ser constituída arguida;

– as contrapartidas são meia dúzia de bilhetes e duas camisolas de merchandising.

 

 

A dada altura no programa, o jornalista começa por perguntar ao Administrador Nuno Gaioso, face ao pedido do Benfica de uma audiência à Procuradora Geral da Republica e a afirmação de se considerar um alvo de perseguição por parte dos clubes rivais, se este tem a precessão de haver uma injustiça para com o Benfica.

Nuno Gaioso não qualifica, mas refere que não pode haver uma competição de processos em tribunal por parte dos clubes. Afirma que o Benfica ganhou bem os últimos campeonatos, que ganhou no campo com os seus jogadores e que as pessoas, na generalidade, sabem que foram vitórias suadas, merecidas, conquistadas pela equipa mais regular nos campeonatos. Refere ainda que todo este ruido é perverso e perturbador e que afecta o Benfica.

Estas declarações de Nuno Gaioso leva a jornalista a perguntar ao Administrador se não acha que o ruido também se aplica aos outros clubes, lembrando que foi dada a notícia sobre a abertura de um inquérito à 2ª parte do jogo Estoril – Porto. Afirma ainda que não é só o Benfica que está abraços com a justiça.

Nuno Gaios confirma que é um problema transversal a todos os clubes.

 

 

Concordo com a opinião de que o problema é transversal a todos os clubes e que todos estão sujeitos ao escrutínio público. A exposição é que é totalmente diferente.

Há uma enorme falta de equidade, por parte da comunicação social, nesta matéria. Enquanto a anunciada notícia sobre a abertura do inquérito à 2ª parte do jogo Estoril – Porto durou uns míseros segundos e foram relatados apenas os indícios inerentes ao mesmo (verdadeiro jornalismo), em comparação com o Benfica, alem de já terem sido conhecidos os respectivos indícios, foram ainda comunicados factos em segredo de justiça e efectuadas uma série de especulações, com o fabrico de uma história que com a ajuda de advogados e juízes já tem a respectiva moldura penal, e tudo ancorado na palavra alegadamente.

 

 

                                          

publicado por Tasqueiro às 11:11
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