Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

Inépcia

 

Na minha juventude joguei futebol de onze. Foi a nível distrital e de inatel, mas a exigência estava lá, a pressão também, pelo menos a de não fazer má figura em frente a família, amigos, vizinhos ou até apenas conhecidos.

Lembro-me de fazer treinos onde apenas podíamos dar um a dois toques na bola, a finalidade consistia em treinar o corpo e a mente a pensar e executar rápido. Também me lembro muito bem de ouvir das boas, quando num exercício, que concluía num centro para a área, a bola não chegava em condições.

A ver o Benfica jogar, chego facilmente à conclusão de que estas práticas devem estar desactualizadas a este nível de exigência. Falo de um nível, tipo “10 anos à frente”.

Parece que no Moreirense a tradição se mantem.

Esteve tudo ao contrário, os azuis a jogar à Benfica e os vermelhos, um clube de escalão inferior, incapaz de ripostar.

Tudo torna-se ainda mais incompreensível quando é a segunda vez consecutiva, e antes já tinham ocorrido sinais inquietantes.

 

Mais uma vez as vozes no Benfica dividem-se. Nem tudo está mal, mas há definitivamente algo que está mal.

Afirma-se na BTV que aquele espaço é de democracia. Pois na minha opinião diria que é mais um espaço de consensos, o que é bastante invulgar para esta altura do campeonato. Num espaço de Benfiquistas é sempre difícil encontrar unanimidade, até mesmo em tempos de fartura.

 

JJ é dado como interesse do Benfica, com acordo verbal e tudo. Ainda não foi confirmado nem desmentido, e o Rui Vitória a arder. Ou isto é estratégia muito à frente (tipo 10 anos) ou inépcia total.

Aguarda-se uma posição, uma atitude ou acção. Qualquer coisa que accione uma consequência. Ou desmente-se os jornais, ou apresente-se uma alternativa, JJ é que não!!

 

              

publicado por Tasqueiro às 15:17
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Altura de actuar com sapiência

 

Era uma oportunidade de liderar o campeonato, isolado à frente da concorrência. Um aditivo anímico após a derrota dramática em Amsterdam que iria serenar os ânimos, que se encontram exaltados, e dar uma força extra para os jogos importantes que se avizinham.

Aconteceu tudo ao contrário. Foi uma derrota humilhante que deixou os Benfiquistas à beira de um ataque de nervos, um treinador a ser contestado e o Presidente em dificuldades para o manter.

 

Os pessimistas querem a cabeça do treinador e os mais radicais sugerem eleições antecipadas. Os últimos acontecimentos aliados ao falhanço do penta e o pleno de derrotas na Champions fizeram transbordar o copo.

Os optimistas desvalorizam as duas derrotas consecutivas, sustentam-se nas boas exibições da equipa, nas muitas oportunidades falhadas e defendem Rui Vitória atribuindo-lhe o mérito de conseguir valorizar os jovens da formação.

 

A minha opinião não é tão radical como os pessimistas nem tão benevolente como os optimistas. Eu vejo jogadores perdidos em campo, com a obrigação de ganhar, sem saberem o que fazer e como lá chegar. Um treinador sem soluções e com muitas dificuldades em gerir o grupo de trabalho. Vão-lhe valendo os tiros certos na formação.

Vejo uma estrutura demasiado focada no negócio. Não consigo desassociar a má gestão do plantel com os negócios cozinhados nos gabinetes. 

 

O Benfica precisa de um treinador com peso na estrutura. Que não só perceba de futebol e que aposte na formação, mas que seja um Homem corajoso, um revolucionário que acabe com a ditadura financeira do Clube.

  

Aos Benfiquistas pede-se reflexão. As decisões precipitadas nunca deram bom resultado e este é um terreno fértil para oportunistas.

 

Para terminar, faz-me muita confusão este Benfica. As nomeações e respectivas performances da arbitragem têm sido uma incompetência. O VAR é um desastre. A Liga de Clubes idem. Os ataques da imprensa e dos aliados intensificam-se. O segredo de justiça parece um queijo suíço. O silêncio das entidades competentes é preocupante, mas a inércia do Benfica é medonha.

 

Acorda Benfica.

 

  

publicado por Tasqueiro às 15:03
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Resta lutar pelo Liga Europa

 

Em primeiro lugar quero destacar que se tratou de um grande jogo de futebol (muito à conta da dinamica do Ajax) e merecia um resultado com mais golos. O Ajax apresentou um futebol próximo do clássico futebol total, à imagem da geração de Johan Cruijff, faltando apenas a genialidade do melhor jogador holandês de todos os tempos. A manter-se esta performance, estou convicto de que esta equipa pode muito bem passar em primeiro lugar no grupo.

Relativamente ao Benfica, não entusiasma. Os problemas persistem, tanto na defesa como no ataque.

A primeira fase de construção não existe, é demasiado lenta e quando pressionada passa por grandes dificuldades. A bola, através de atrasos consecutivos, acaba sempre no guarda-redes, que já pressionado, tem de a despachar com pontapé para a frente sem grande precisão.

No ataque temos um Seferovic esforçado que até é competente nas recessões às bolas bombeadas e quando bem acompanhado consegue-lhes dar seguimento, no entanto, se falta o apoio não consegue reter a bola, muito menos desenvolver qualquer jogada individualmente. Possui um remate fácil, é útil em jogadas de contra-ataque, mas o problema reside na falta de talento.

Não concordei com a vinda de Rui Vitória para o Benfica, não lhe reconheço capacidades para treinar este Glorioso Clube. Admito que pontualmente tem estado à altura do desafio, em particular no lançamento dos Jovens da Formação, mas é pouco. Ontem o jogo precisava de músculo e intensidade, pois em vez de Alfa (que foi o herói de Atenas) meteu o Gabriel. Fico na dúvida se Cervi entrou para refrescar o ataque ou se foi para perder tempo. Este Benfica não consegue ter a bola, e sem bola tudo se torna mais difícil, a não ser que se pretenda adoptar o modelo de contra-ataque. Espera-se muito mais de um treinador do Benfica, quando tem à sua disposição tanta qualidade. O Ajax que sirva de exemplo.

Ficou um penalti claro por marcar a favor do Benfica. Até aí temos tido pouca sorte.

 

                 

publicado por Tasqueiro às 14:05
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

Previsível mas … esperava mais

 

Com diferenças tão acentuadas na qualidade das equipas, na competitividade dos campeonatos, na mentalidade dos intervenientes e até na organização dos Clubes, a que sobressai e é transversal a quase tudo isso é a parte financeira.

O dinheiro pode melhorar quase todas estas condições, mas infelizmente há outras que são congénitas. Com dinheiro podemos comprar melhores jogadores, melhores treinadores e consequentemente estimular a autoconfiança. Com capital tudo parece mais simples em termos organizacionais. Infelizmente nem com uma fortuna o Benfica pode mudar de campeonato.

Não se tratam de desculpas é a realidade, mas não pode servir para Rui Vitória vir reclamar como um êxito a quantidade de remates efectuados por parte da sua equipa. Acho que podemos e devemos fazer melhor, e era por aí que devia orientar o discurso … erradicar o conformismo e estimular a exigência.

Apreciando o outro resultado do grupo, não vejo outra forma de passar à fase seguinte que não seja o pleno de vitórias com os restantes adversários. Considerando que o Benfica vai discutir a passagem com Ajax e AEK, qualquer ponto cedido no confronto directo será determinante.

Importante recordar que o ultimo jogo do Bayern, provavelmente já apurado, vai ser em Amesterdão. Grande oportunidade para os holandeses amealharem pontos.

 

Aplaudir a atitude do Renato, que pediu desculpa pelo golo marcado, não me merece qualquer reparo. A atitude genuína dos Benfiquistas merece, da sua parte, um empenho correspondente nas próximas jornadas da competição.     

 

                         

publicado por Tasqueiro às 09:15
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2018

Pré-época – 6º Jogo (International Champions Cup / Eusébio Cup)

 

O último jogo de pré-época termina com uma derrota. Não tendo sido de maneira nenhuma desonrante, foi de certa forma preocupante. Voltámos a sofrer dois golos consecutivos num curto espaço de tempo.

Rui Vitoria tem vindo a repetir o mesmo onze titular, dando a entender que serão estes os jogadores que vão iniciar a partida contra os Turcos. A única dúvida é a escolha de Castillo ou Ferreyra no início da partida.

Confesso que gosto deste esquema (433), no entanto falta-lhe o último terço. A equipa parece jogar apenas com 10 elementos, o homem mais avançado pouco participa no jogo, ao ponto de não ter colaborado em nenhum golo nem sequer nas oportunidades mais flagrantes. Dá que pensar.  Julgo que Jonas deve entrar na equação, até porque já tem o  entrosamento necessário com os companheiros.

Defensivamente há ainda muito a fazer. A forma fácil com que os adversários entram no último terço do nosso terreno é preocupante. Responsabilidades a partilhar entre a defesa e o meio campo. Valeu, mais uma vez, a grande exibição de Odysseas, que ganhou definitivamente o lugar.

 

Resumindo, Rui Vitória tem a obrigação de tirar ilações dos últimos 3 jogos, em particular este com o Lyon e aquele com o Borussia. Deve ter particular atenção às laterais. As subidas constantes de Grimaldo e Almeida são uma dor de cabeça para os centrais e também para Fejsa, que andam constantemente a fazer as dobras e, consequentemente, a abrir buracos na defesa e meio campo. É necessário mais coordenação e um meio campo mais experiente.

Gedson fez, na minha opinião, um grande jogo e uma excelente pré-época, tendo em conta a idade e a falta de experiência a este nível. Sem medos, mostrou determinação, raça, atrevimento e muita qualidade. Se chega para ser titular é outra questão, falta a maturidade, e isso vem com os jogos. Um elemento importante numa época desgastante, se Rui Vitória quiser, tem ali um suplemento a utilizar sempre que necessário.

Tanto Samaris, o recuo de Pizzi ou mesmo Semedo podem oferecer essa experiencia.

 

Rui Vitória tem muito com que se entreter, já não tem é muito tempo e as experiências já terminaram. Agora é pegar em todas as informações que recolheu e definir a estratégia e as peças mais adequadas.  

 

Carrega Benfica.

 

                    

publicado por Tasqueiro às 14:50
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2018

Pré-época – 5º Jogo (International Champions Cup)

 

Exibição morna num jogo onde faltaram as oportunidades de golo (2) para o lado do Benfica. Gedson teve nos pés a melhor oportunidade (a outra foi Sálvio) para marcar, no entanto, evidenciou uma clara falta de “calo”. Muita posse de bola sem sequência e pouco acerto nas decisões do último terço de terreno. Excepção a Grimaldo que esteve prefeito na marcação do livre directo.

Ao inverso do jogo com o Dortmund, desta vez começamos a ganhar, depois consentimos o empate e fomos derrotados nos penaltis. Resultado positivo graças à boa exibição de Odysseas. Parece que temos reforço.

Numa análise fria, conclui-se que estamos ainda a uma grande distância das equipas da elite europeia. As constantes sangrias no plantel retiram estabilidade e reduzem muito a capacidade de crescer qualitativamente.   

Por enquanto vai dando para a competição interna e para ir fazendo algum na liga dos milhões. 

 

               

publicado por Tasqueiro às 16:14
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2018

Pouco ou nada altera

 

Jogo angustiante.

Não tinha grandes espectativas relativamente à luta pelo título, o fracasso no clássico veio firmar que a nossa luta seria a preservação do 2º lugar.

Esta derrota não altera nada na classificação. Uma derrota no dérbi continua a relegar o Benfica para o 3º lugar. A diferença é, essencialmente, psicológica. Desanimador para o Benfica, estimulante para o adversário.

A próxima jornada vai ser decisiva no acesso a um lugar na Champions. Não é um título, mas representa muito dinheiro. Só a vitória interessa, a mentalidade tem de ser essa.

 

O ódio pode motivar mas tira o discernimento.

Que fique claro, o Benfica não é encarado como adversário. Aos olhos dos dragartos somos inimigos, um alvo a aniquilar seja por que meios forem. Isto é uma guerra sem lei e enquanto o Benfica não reconhecer isso, vai estar sempre em desvantagem. Eles odeiam o Benfica.

Eles não o escondem, alguns afirmam-no com orgulho. Está-lhes no sangue e transmitem-no aos seus jogadores, é a força motriz.

O Benfica tem de reconhecer isso e deve preparar os seus atletas para essa realidade. Reagir com inteligência.

 

             

publicado por Tasqueiro às 16:15
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018

Dilema psicológico

 

A parte mental é um dos factores fundamentais para se ter sucesso desportivo. Na minha opinião, foi o que faltou à equipa do Benfica ontem.

Não é caso isolado, já aconteceu mais vezes, é um problema que já tem barba. Um dilema psicológico que o Benfica possui quando defronta o clube andrade. Enquanto não se reconhecer isso, nunca se irá ultrapassar essa dificuldade.  

O problema é transversal a jogadores e treinadores, para dar um exemplo nas últimas 6 épocas, tivemos 2 treinadores (3 épocas cada um) e um sem número de jogadores, nunca houve uma equipa igual.

 

Campeonato (6 Épocas) = 12 jogos

Em casa = 1 vitória, 3 empates, 2 derrotas

Fora = 1 vitória, 2 empates, 3 derrotas

 

As únicas vitórias (uma em casa outra fora) foram conseguidas com Jesus, no entanto as derrotas são as mesmas. No histórico de todas as Ligas já disputadas (em ambos os estádios) há uma diferença de 10 vitórias, com vantagem para o Porto (65 para 55).

 

Dado relevante, ou talvez não: ambos os treinadores são portugueses. A certeza é que são números angustiantes.

 

Acorda Benfica.

 

        

                  

publicado por Tasqueiro às 15:58
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

Para reflexão

 

Deverá servir este início de época, em especial este jogo, a quem de direito, para que medite sobre a forma de como se deve gerir um plantel. A saída constante dos melhores pode ser financeiramente enriquecedor, mas a sangria apenas enfraquece o corpo.

 

Há que admitir o fracasso nesta competição e seguir em frente. Concentrar todas as forças no que, agora, realmente importa, o campeonato. É preciso voltar a acreditar e dar tudo em campo, se faltar a inspiração que ao menos haja a raça, o crer e a ambição.

 

Acorda Benfica.

 

        

publicado por Tasqueiro às 15:17
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Quinta-feira, 28 de Setembro de 2017

Mudanças precisam-se

 

Este jogo vai ficar na história do Benfica pelas piores razões. Veio à memória o descalabro de Vigo. Algo está mal, e tem vindo a arrastar-se.

 

Para a Madeira só vejo uma solução, mudança radical. Muitos dos jogadores que estiveram na Suíça (e nos últimos jogos) têm de estar fora da 11 inicial. Cervi, Zivkovic e Jiménez, no banco, enquanto Júlio César, Luisão, André Almeida, Pizzi e Jonas devem ficar fora da convocatória.

 

Parece que o relvado está em mau estado, portanto é escusado tentar apresentar jogo muito rendilhado. Precisa-se de jogo directo, cruzamentos e rematar mais de fora da área. Também já vai sendo tempo de mostrarem mais trabalho nos lances de bola parada.

 

Coragem Benfica.

 

                 

                       

publicado por Tasqueiro às 10:34
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