Segunda-feira, 18 de Março de 2019

Competência

 

Dois jogos complicados ultrapassados com inteligência, muito suor e sacrifício.

 

Em Zagreb iniciámos o jogo com um onze de ensaio que não deu resultado, tendo Lage corrigido ao intervalo para concluir com uma exibição convincente e produtiva. Passámos à eliminatória seguinte, onde vamos encontrar um adversário teoricamente mais complicado, Lage tem inevitavelmente de ser mais exigente nas suas escolhas para as equipas iniciais.

   

Para o campeonato, jogou o melhor 11, tendo proporcionado uma excelente exibição e um resultado condizente. No fundo o que interessa são os 3 pontos, vendo friamente a conjuntura actual, o nosso concorrente directo dispõe de circunstâncias particulares. Detalhes que fazem a diferença, não fossem elas totalmente opostas aquelas de que nós possuímos. Basta ver a diferença abissal dos critérios que o árbitro Capela manifestou, em lances idênticos e em jogos separados por 5 dias.

 

Lage tem agora, nesta paragem, alguns dias para trabalhar o “processo”, pois o Benfica necessita, a nível interno, de jogar o dobro para poder alcançar o tão desejado 37.

 

Carrega Benfica.

 

         

publicado por Tasqueiro às 16:08
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Terça-feira, 12 de Março de 2019

Decepção angustiante

 

Pior que a decepção de perder pontos em casa e nesta altura do campeonato é a forma angustiante como sofremos os golos.

O adversário sem nada ter feito para marcar consegue facturar 2 golos e roubar outros tantos pontos ao Benfica.

O azar (neste caso paragem cerebral) de uns é a sorte de outros. Claro que para se ganhar é preciso apostar, mas neste caso não encontro ditado que sirva esta fatalidade.

A arbitragem foi igual a si própria. Parece que, para além do desígnio nacional de salvar o Sporting, há também uma vontade arbitral de dificultar a vida ao Benfica. Em todas aquelas mãos na área, o árbitro não encontrou nenhuma que preenchesse os requisitos para a marcação de um penalti. A expulsão no fim do jogo veio com meia hora de atraso e num lance onde não pode haver qualquer dúvida de exibir um amarelo, nem que fosse o segundo.

 

Resta levantar a cabeça (em especial a Odisseas e Ruben) e no próximo jogo fazer melhor (ou igual, desde que não se repita idênticos erros).

 

                      

publicado por Tasqueiro às 15:22
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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

Oscilação

 

Nestes últimos dois jogos, a Equipa do Benfica oscilou entre o bom e o medíocre.

No clássico fez um bom jogo, alcançando um desfecho notável. Conseguiu virar o resultado no jogo e na tabela classificativa, feito obtido num palco de extrema dificuldade, onde as leis universais parecem não se aplicar.

Arbitragem:

  • Penálti por assinalar sobre Pizzi
  • Golo do porto em fora-de-jogo
  • Penálti por assinalar sobre Ruben Dias (cometido por Casillas)
  • Faltou expulsão de Octávio por agressão a Gabriel
  • Faltou expulsão de Brahimi por agressão a Ruben Dias
  • Pepe devida ter sido expuslo por acumulação de amarelos, ambos por acções sobre Felix.

A tudo isto, e parece-me que não estou a ser faccioso, a opinião especializada trata com indiferença. Este país exalta com o 25 de Abril, mas parece-me que a ditadura de opinião se mantem.  

 

 

Ontem, tanto a exibição como o resultado foram maus. Prevêem-se muitas dificuldades para o jogo da 2ª mão, é preciso marcar 2 sem sofrer nenhum. 

Lage fez algumas alterações que não deram resultado, a começar pela entrada de Krovinovic. Na minha opinião, a fraca exibição do Benfica na Croácia deveu-se sobretudo às duas escolhas para as alas, Krovinovic não deu nem profundidade nem velocidade ao flanco e Gedson não conseguiu transportar bola e causar os desequilíbrios que tanto caracteriza Pizzi.

O lugar não é novo a Gedson, mas tem entrado para essa posição sempre no decorrer dos jogos, quando o resultado está feito e o objectivo é de contenção. Já Krovinovic, para além de não estar fisicamente a 100%, não tem as características necessárias para aquela posição. Grimaldo viu-se e desejou-se para dar profundidade mas esbarrou sempre na estagnação do Croata.

Para agravar a situação, perdeu-se a referência no ataque e a pressão alta com a lesão de Seferovic e Felix já começa a dar sinais de fadiga.

Resumindo, o jogo estancou no meio campo e nunca mais ganhou a fluidez necessária e tão característica de Lage. As substituições de pouco resultaram, até porque faltou sempre presença física no último terço do terreno.

 

Agora é concentração máxima para a recepção ao Belenenses, se havia jogo onde um resultado negativo não era determinante foi este na Croácia, a partir de agora todos são decisivos.

 

                   

publicado por Tasqueiro às 10:15
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

A calmaria antes da tempestade

 

Grande jogo por parte do Benfica. O Chaves vinha com a estratégia de não sofrer golos, nem que fosse necessário enfiar todos os homens junto à área, o que veio a confirmar-se pelo menos no primeiro quarto de hora de jogo.

Após o 1º golo tudo foi diferente. O Benfica tranquilizou e o Chaves inquietou-se. O jogo decorreu um pouco à imagem do Nacional mas com muito menos eficácia, ou o resultado teria sido semelhante.

Resumindo, mais 3 pontos, nenhum castigado ou lesionado, portanto tudo apostos para a grande batalha a norte. Local que é de uma outra dimensão, muito à imagem de Hitchcock, onde o mais absurdo pode muito bem acontecer com toda a naturalidade.

Espero que Lage leve para o Porto uma táctica revolucionária a todos os níveis. Uma que consiga anular quaisquer manipulações da realidade, aparições ilusórias ou manifestações sobrenaturais. Terá pois de ser um procedimento à Ghostbusters ou coisa parecida.

Os sócios e adeptos do Glorioso têm também de ter em conta que acima de Pecos tudo é diferente. Trata-se de uma realidade paralela.

Ao Benfica será necessário uma paciência de Jó, muita força e uma coragem infindável. E mesmo assim vai ser uma “via-sacra”.

 

Carrega Benfica.

 

               

publicado por Tasqueiro às 15:30
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Dez a zero

 

Há jogos assim. São muito raros, é necessário uma convergência de situações para que haja a possibilidade de acontecer. É indispensável a equipa ter competência, tudo correr de feição e defrontar um adversário em dia não.

O golo madrugador, a grande exibição do Benfica e o avolumar do resultado foi afectando o estado psicológico dos jogadores do Nacional, o que levou o marcador para um resultado incomum, mas justo. Durante a 1ª parte ainda houve alguma réplica por parte do Nacional, mas o entrosamento e velocidade dos jogadores do Benfica fez a diferença.

O dia era de festa na Luz. Homenageavam-se as Casas do Benfica e celebrava-se o aniversário do Chalana. Casa cheia, a Equipa num bom momento e a chuva a acelerar os movimentos no relvado, foram os ingredientes para um dia memorável.

 

             

publicado por Tasqueiro às 09:23
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2019

Sentimentos e intuições

 

Há jogos em que apesar do resultado ser desfavorável ficamos com aquela sensação de esperança, sentimento esse que acaba por nos dar algum entusiasmo para o futuro.

Pelo contrário, há outros que o desaire nos mergulha num profundo pessimismo.

 

No primeiro caso, o sentimento de confiança é tanto maior quanto maior for a dificuldade que a equipa teve pela frente nesse mesmo jogo, subindo o entusiamo proporcionalmente a quantidade e gravidade dos erros dos arbitros. A meia-final da taça da liga foi um jogo desses, e a maneira como perdemos é ainda mais angustiante do que a derrota, perdeu-se toda a vergonha e não se vislumbra qualquer respeito pela justiça. Julgo que … melhor, desejo que esta arbitragem tenha atingido o limite da pouca-vergonha, e que a partir de agora haja mais dignidade.

Na segunda circunstância temos os exemplos do basquete e do hóquei. Duas derrotas por diferenças significativas. Se o caso do basquete tem a atenuante de ser jogado no Porto e de ser a primeira derrota da época, o hóquei jogou em casa e precisava dos pontos para ter ainda a esperança no título.

 

Resumindo, foi uma semana cheia de emoções, com derrotas em excesso, e onde os acontecimentos por vezes são antagónicos aos sentimentos, tudo dependendo da forma como perdemos. A jogar bem o sofrimento é atenuado, porque o desaire  tem a razão no azar ou nos erros arbitrais, o contrário leva-nos à descrença porque, com planteis superiores, as equipas revelaram da falta de determinação e sem essa ambição não há gloria, facto determinante para a historia do Glorioso Benfica.

 

Nada como ganhar os próximos jogos e se for de forma convincente tanto melhor. É que tudo o que têm passado neste ano e meio, os Benfiquistas não só merecem como necessitam desses resultados.

 

Carrega Benfica.

 

          

publicado por Tasqueiro às 14:26
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019

Lage prepara fundações

 

Notam-se algumas melhoras mas a desorganização continua entranhada no subconsciente dos jogadores. A bola parece queimar. Continuamos sem conseguir ter uma posse de bola consistente e defensivamente continua a haver muito desacerto.

Deixo um texto que explana bem aquilo que penso. 

(nota: Zivkovic fez um jogo muito fraquinho).

 

               

 

publicado por Tasqueiro às 15:46
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

Inépcia

 

Na minha juventude joguei futebol de onze. Foi a nível distrital e de inatel, mas a exigência estava lá, a pressão também, pelo menos a de não fazer má figura em frente a família, amigos, vizinhos ou até apenas conhecidos.

Lembro-me de fazer treinos onde apenas podíamos dar um a dois toques na bola, a finalidade consistia em treinar o corpo e a mente a pensar e executar rápido. Também me lembro muito bem de ouvir das boas, quando num exercício, que concluía num centro para a área, a bola não chegava em condições.

A ver o Benfica jogar, chego facilmente à conclusão de que estas práticas devem estar desactualizadas a este nível de exigência. Falo de um nível, tipo “10 anos à frente”.

Parece que no Moreirense a tradição se mantem.

Esteve tudo ao contrário, os azuis a jogar à Benfica e os vermelhos, um clube de escalão inferior, incapaz de ripostar.

Tudo torna-se ainda mais incompreensível quando é a segunda vez consecutiva, e antes já tinham ocorrido sinais inquietantes.

 

Mais uma vez as vozes no Benfica dividem-se. Nem tudo está mal, mas há definitivamente algo que está mal.

Afirma-se na BTV que aquele espaço é de democracia. Pois na minha opinião diria que é mais um espaço de consensos, o que é bastante invulgar para esta altura do campeonato. Num espaço de Benfiquistas é sempre difícil encontrar unanimidade, até mesmo em tempos de fartura.

 

JJ é dado como interesse do Benfica, com acordo verbal e tudo. Ainda não foi confirmado nem desmentido, e o Rui Vitória a arder. Ou isto é estratégia muito à frente (tipo 10 anos) ou inépcia total.

Aguarda-se uma posição, uma atitude ou acção. Qualquer coisa que accione uma consequência. Ou desmente-se os jornais, ou apresente-se uma alternativa, JJ é que não!!

 

              

publicado por Tasqueiro às 15:17
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Altura de actuar com sapiência

 

Era uma oportunidade de liderar o campeonato, isolado à frente da concorrência. Um aditivo anímico após a derrota dramática em Amsterdam que iria serenar os ânimos, que se encontram exaltados, e dar uma força extra para os jogos importantes que se avizinham.

Aconteceu tudo ao contrário. Foi uma derrota humilhante que deixou os Benfiquistas à beira de um ataque de nervos, um treinador a ser contestado e o Presidente em dificuldades para o manter.

 

Os pessimistas querem a cabeça do treinador e os mais radicais sugerem eleições antecipadas. Os últimos acontecimentos aliados ao falhanço do penta e o pleno de derrotas na Champions fizeram transbordar o copo.

Os optimistas desvalorizam as duas derrotas consecutivas, sustentam-se nas boas exibições da equipa, nas muitas oportunidades falhadas e defendem Rui Vitória atribuindo-lhe o mérito de conseguir valorizar os jovens da formação.

 

A minha opinião não é tão radical como os pessimistas nem tão benevolente como os optimistas. Eu vejo jogadores perdidos em campo, com a obrigação de ganhar, sem saberem o que fazer e como lá chegar. Um treinador sem soluções e com muitas dificuldades em gerir o grupo de trabalho. Vão-lhe valendo os tiros certos na formação.

Vejo uma estrutura demasiado focada no negócio. Não consigo desassociar a má gestão do plantel com os negócios cozinhados nos gabinetes. 

 

O Benfica precisa de um treinador com peso na estrutura. Que não só perceba de futebol e que aposte na formação, mas que seja um Homem corajoso, um revolucionário que acabe com a ditadura financeira do Clube.

  

Aos Benfiquistas pede-se reflexão. As decisões precipitadas nunca deram bom resultado e este é um terreno fértil para oportunistas.

 

Para terminar, faz-me muita confusão este Benfica. As nomeações e respectivas performances da arbitragem têm sido uma incompetência. O VAR é um desastre. A Liga de Clubes idem. Os ataques da imprensa e dos aliados intensificam-se. O segredo de justiça parece um queijo suíço. O silêncio das entidades competentes é preocupante, mas a inércia do Benfica é medonha.

 

Acorda Benfica.

 

  

publicado por Tasqueiro às 15:03
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Resta lutar pelo Liga Europa

 

Em primeiro lugar quero destacar que se tratou de um grande jogo de futebol (muito à conta da dinamica do Ajax) e merecia um resultado com mais golos. O Ajax apresentou um futebol próximo do clássico futebol total, à imagem da geração de Johan Cruijff, faltando apenas a genialidade do melhor jogador holandês de todos os tempos. A manter-se esta performance, estou convicto de que esta equipa pode muito bem passar em primeiro lugar no grupo.

Relativamente ao Benfica, não entusiasma. Os problemas persistem, tanto na defesa como no ataque.

A primeira fase de construção não existe, é demasiado lenta e quando pressionada passa por grandes dificuldades. A bola, através de atrasos consecutivos, acaba sempre no guarda-redes, que já pressionado, tem de a despachar com pontapé para a frente sem grande precisão.

No ataque temos um Seferovic esforçado que até é competente nas recessões às bolas bombeadas e quando bem acompanhado consegue-lhes dar seguimento, no entanto, se falta o apoio não consegue reter a bola, muito menos desenvolver qualquer jogada individualmente. Possui um remate fácil, é útil em jogadas de contra-ataque, mas o problema reside na falta de talento.

Não concordei com a vinda de Rui Vitória para o Benfica, não lhe reconheço capacidades para treinar este Glorioso Clube. Admito que pontualmente tem estado à altura do desafio, em particular no lançamento dos Jovens da Formação, mas é pouco. Ontem o jogo precisava de músculo e intensidade, pois em vez de Alfa (que foi o herói de Atenas) meteu o Gabriel. Fico na dúvida se Cervi entrou para refrescar o ataque ou se foi para perder tempo. Este Benfica não consegue ter a bola, e sem bola tudo se torna mais difícil, a não ser que se pretenda adoptar o modelo de contra-ataque. Espera-se muito mais de um treinador do Benfica, quando tem à sua disposição tanta qualidade. O Ajax que sirva de exemplo.

Ficou um penalti claro por marcar a favor do Benfica. Até aí temos tido pouca sorte.

 

                 

publicado por Tasqueiro às 14:05
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