Terça-feira, 28 de Julho de 2020

Treinador de bancada

 

Concluido o martírio do campeonato, é tempo de concentração total no jogo da taça.

É fundamental analisar o que falhou.

Resumindo: futebol previsível, lento, sem objetividade, sem consistência e a obsessão pela construção a partir do guarda-redes.

Já todos sabem o que a casa gasta, a estratégia passa pela pressão alta, enervar os jogadores do Benfica e provocar o desnorte. Depois é só colocar a bola na área, seja por cima ou junto à relva, e esperar um deslize, seja de um jogador ou de um árbitro.

Quando finalmente se consegue a transição (ou seja avançar no terreno) é feita em modo renda, um paço à frente seguido de outro para trás, recua-se muito e lateraliza-se demasiado.

No outro dia, quando os lagartos visitaram a Catedral, ouvi na BTV a palavra «reconstruir» para explicar um dos muitos atrasos. Mas reconstruir o quê, se nada ainda foi produzido?! Talvez esteja aqui uma das causas para o apagão, o Benfica tornou-se demasiado inovador.

Vamos lá mas é esquecer essas modernices e voltar à origem, com raça, querer e ambição.

Como a confiança não abona e o adversário é assanhado, façam favor de escolher os mais indicados para a batalha que vão enfrentar.

        

Taça 2020.png

 

     

publicado por Tasqueiro às 19:18
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

Queda livre

 

Após mais uma exibição pobre, Veríssimo diz isto:

“ ... Sofremos o golo na parte final do jogo, mas os nossos jogadores estão de parabéns pelo jogo que fizeram perante uma equipa que está a fazer um excelente campeonato. A equipa fez um jogo muito competente e consistente. Os jogadores dignificaram a camisola do Benfica.”

 

Em estado de negação e a exigência em queda livre.

Há bastante tempo que isto se tem vindo a verificar, incluindo Rui Vitória, e tem-se manifestado também na BTV.

             

publicado por Tasqueiro às 15:08
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2020

Tomar medidas, quanto antes

 

Julgo que já não vamos a tempo de terminar esta prova em primeiro lugar, mas ainda há um objetivo que podemos e devemos atingir.

Chegou o momento de tomar medidas e salvaguardar o acesso à Champions. Pontos precisam-se.

 

Entretanto é crucial começar a refletir, muito bem, na próxima época. Acabar definitivamente com os erros, sucessivos, do passado.

É obrigatório formar uma equipa equilibrada e competitiva, como foco na europa, ou então não vale apena. Aprovo a formação, se estiver à altura das exigências.

 

Acorda de vez Benfica.

         

publicado por Tasqueiro às 17:06
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2020

Tudo na mesma

 

Desde o meu último “post” que não há melhoras nas exibições da equipa. Aproveito esta vitória sofrida para comentar, resumidamente, o estado atual do Clube.

Começo pelas intervenções do Presidente. Aqui também tudo na mesma. Discurso similar a tantos outros, vai intercalando o bom com o enfadonho. Contudo não vejo alternativa válida no horizonte, apenas um amontoado de mexericos e desvaneios.

Relativamente à equipa, não se vislumbram melhoras. Plantel com excesso de jogadores limitados e acomodados. Problemas resultantes da construção do plantel, demasiado extenso e desequilibrado. 

Taticamente vazia, a equipa arrasta-se em campo. A pressão alta é constrangedora (o adversário fica sempre com uma opção de passe), faziam bem em ver o filme do jogo e aprender alguma coisa com o adversário.

Um meio campo inoperante ... e a culpa não é de Weigl.

A defesa, para não fugir à regra, mantem os mesmos problemas, com ou sem titulares, as bolas aéreas são um verdadeiro drama. Começa a irritar aqueles atrasos ao guarda-redes, mais vale um charuto para a frente do que ver depois a aflição geral. Que suplício.  

Apesar de tudo, acho que se a equipa tivesse uma atitude mais competitiva, muitos dos problemas passariam despercebidos. Infelizmente joga-se devagar devagarinho, Lage é o principal responsável. Exige-se mais ... e ele devia de exigir mais, muito mais.

Uma palavra para algumas personagens que aparecem na BTV: EXIGÊNCIA (sem subterfúgios).

 

                 

publicado por Tasqueiro às 16:15
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Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

Frustrante

 

Sinto-me extramente desiludido.

A equipa do Benfica é, actualmente, de uma dimensão demasiado pequena para a Europa. Em Portugal ainda é líder mas, também aqui, as coisas não estão totalmente consolidadas.

Lage apareceu como uma lufada de ar fresco. Quando chegou olhou para o plantel e fez aquilo que parecia certo na altura, colocou os melhores e simplificou os processos. Na altura parecia o antidoto certo para o mal de que padecia a equipa de Rui Vitoria.

Hoje a equipa parece ter regredido, dá a sensação de que à medida que Lage vai consolidando as suas ideias pior ela joga. Os processos simples complicaram-se, existem escolhas e as ausências incompreensíveis, o discurso é confuso e por vezes irrealista. «Nunca abdiquei de nenhuma competição, nem fiz gestão de nada» - simplesmente surreal.

Os jogadores parecem desorientados em campo, situação que os arrasta para uma insegurança fatal. A contratação de Weigl afigurava-se como um upgrade no plantel, um passo para uma nova fase “O Benfica Europeu”, parece agora um jogador banal longe da dimensão que atingiu em Dortmund.

Avizinham-se tempos difíceis para o Benfica. O Benfica de Lage e de Vieira … e as eleições estão ai à porta.

                        

publicado por Tasqueiro às 15:00
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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

Dá que pensar

 

Sendo apenas um treinador de bancada, há uma coisa que me salta à vista sem grande esforço, o Benfica está doente. A complicação não reside apenas em jogadores e equipa técnica, engloba toda a estrutura do Clube.

Apesar do enorme crescimento do Clube, que é inegável, há certos pormenores que não tiveram qualquer evolução. Continua a deficiente construção do plantel, uma sujeição a todos os niveis inexplicável relativamente ao concorrente directo e uma débil comunicação.

Todos os anos verificam-se falhas na construção do plantel. Há sempre jogadores a mais para certas posições e insuficiências evidentes noutras. O exemplo mais evidente é a posição de defesa esquerdo, Grimaldo tem sido única opção sem qualquer alternativa equivalente desde há muito, e demasiado, tempo.

Apesar das melhorias neste aspecto, continuamos com problemas psicológicos relevantes para com o nosso maior adversário interno. Dentro do campo é bem visível o contraste motivacional entre ambas as equipas.

Relativamente à comunicação do Benfica, é excelente relativamente ao marketing e publicidade, mas débil e ineficaz em todo o resto. Todos os dias somos atacados, a maioria das vezes com falsidades fáceis de desmontar, no entanto a atitude do Clube passa a maioria das vezes por uma enigmática passividade. 

 

Relativamente à última exibição da equipa, há coisas que me intrigam, nomeadamente a obsessão pelo 4x4x2. Com um meio campo enfraquecido (ausências de Gabriel e Weigl), agravado pelo debilitado estado em que se encontra o lado esquerdo da defesa, não compreendo a aposta num meio campo apenas com 2 unidades. O problema acentua-se quando verificamos que Florentino está com falta de ritmo e Taarabt, apesar do esforçado, não é propriamente um esteio defensivo.

Supostamente o esquema utilizado é ofensivo, no entanto passamos o jogo a defender. Na frente a pressão é deficiente e inofensiva, corre-se demasiado e sem qualquer utilidade.

Seferovic é outro mistério. Não é preciso ser um expert na matéria, está à vista de todos que o Suíço não está no seu melhor momento, no entanto é sempre a alternativa a Vinícius. Como era de esperar, apresentou–se em campo com semblante triste e passou ao lado do jogo. Parece-me a mim, que não percebo nada disto, que se querem recuperar o jogador terá de ser num jogo teoricamente mais acessível.

Depois temos Samaris. De jogador decisivo, na época anterior, a vetado num ápice. O que se passa? Certamente que não será pelo profissionalismo, seu comportamento sempre foi elogiado pelos responsáveis do Clube e o seu Benfiquismo é inegável. Se não serve porque não foi substituído em tempo útil?

Outra situação perturbadora é ir para os jogos europeus com uma atitude de ensaio. Fazer experiências em jogos deste nível de dificuldade é demasiado arriscado, principalmente numa altura de menos fulgor (para não dizer outra coisa) da Equipa.

 

O texto já vai longo, haveria muito mais para dizer, mas vou ficar por aqui.

Há demasiadas questões para uma estrutura supostamente tão competente.

 

Acorda Benfica.

                               

 

publicado por Tasqueiro às 10:57
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

Previsível ou fracasso

 

Há duas maneiras de avaliar o resultado do Benfica na fase de grupos da Champions:

 

Visto de uma perspectiva puramente teórica, o Benfica tem o orçamento mais baixo do grupo. Comparando campeonatos, o Benfica tinha pela frente dois clubes do top 5 e apenas 1 de um campeonato equivalente à nossa Liga. Olhando friamente para os factos, pode-se concluir que o Benfica conseguiu um digno 3º lugar, ficando à frente do líder do campeonato russo que está a 10 pontos do 2º classificado … o Krasnodar.

 

Numa visão mais prática, este desfecho tem um amargo de boca. Ficou patente que, com um bocadinho de mais ambição, o Benfica tinha vencido a partida na Russia e estaria agora a caminho dos 1/8 de final da Champions.

 

Independentemente da maneira como olhamos para tudo isto, não se pode fugir à realidade, o Benfica se quer ir mais longe tem, inevitavelmente, de ser mais criterioso na formação do seu plantel.

Para se ser competitivo nos vários palcos e ter sucesso, inevitavelmente tem de haver rotatividade, mas sem que se perca qualidade.

 

Por agora e antes de tudo, há que não perder o foco no campeonato. Até ao confronto europeu, é essencial manter as distâncias, o que significa ganhar todos os jogos até ao dragão. Aí temos a possibilidade de tornar a nossa vida mais fácil.  Uma diferença de 7 pontos, dá a possibilidade de entrar com tudo na liga europa.

 

Carrega Benfica.

 

                  

publicado por Tasqueiro às 10:08
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019

É preciso mais

 

São nestes jogos da Champions que se pode avaliar a real valia do plantel do Benfica. Independentemente das ideias e escolhas do treinador é na disputa directa, entre os jogadores, em campo que se consegue perceber a limitação dos nossos. Penso que não temos o que é preciso para vingar nestas andanças.

A qualidade dos artistas é um dos motivos para não termos sucesso nesta competição.

Outro, este com ligação directa ao primeiro, é o arcaboiço psicológico dos jogadores, factor determinante em qualquer competição, e aí entramos quase sempre em desvantagem.

Depois, e não menos importante, é a intensidade de jogo. A competição em Portugal em comparação com as melhores ligas europeias é, salvo raras excepções, equivalente a uma estância de férias.

Juntamos a carência destes três factores e temos a tempestade perfeita.

 

O plantel do Benfica é constituído por 30 jogadores, não é preciso ser perito na matéria para se chegar à conclusão de que se trata de um número excessivo, prejudicial para a competitividade e desastroso para consolidação de jogo. Equipam-se 18, só 14 têm a possibilidade de jogar e o resto vai para a bancada. Um desperdício de recursos (humanos e financeiros) e uma danosa gestão de espectativas.

Não seria mais “saudável” criar um plantel constituído por um núcleo de 18 jogadores, todos (ou a maioria, tipo 15 ou 16) de nível superior? Suficientemente experientes, tecnicamente superiores, o indispensável para não tremem num jogo de Champions !? Até podem ser da formação (ex: Ruben Dias), ou aquisições nacionais (ex: Rafa), têm é de ser dos bons.

Aquisições, sejam nacionais ou estrangeiros, que não tenham capacidade/atributos para jogar (e fazer a diferença) num dérbi, num clássico ou numa Champions, não podem fazer parte do plantel do Benfica.

É fundamental uma maior interactividade entre o plantel principal e as equipas de formação, nomeadamente equipa B e Sub-23. Não faz sentido jogadores com Gedson ou Jota terem tão poucos minutos de competição. Se não vai a jogo numa, tem de jogar na noutra, não pode é ficar parado no tempo à espera da oportunidade. Tudo tem de ser mais fluido.

 

É preciso mais exigência … a começar pelos líderes.

 

Estamos fora da Champions. Este até foi um jogo com bastante competitivo, o Benfica jogou com as armas que tinha e foi dando conta do recado. Fê-lo melhor que em jogos anteriores, aí sim, onde perdemos o comboio para a fase seguinte.

 

            

                    

publicado por Tasqueiro às 15:20
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Quarta-feira, 6 de Novembro de 2019

Redefinir objectivos

 

O regresso à penosa realidade das competições europeias. O Benfica demostrou mais uma vez não ter estofo para estas andanças.

 

Os adversários superam em força, em rapidez e experiência. A aposta na formação é estratégica e acertada, o erro está no procedimento dessa mesma aposta.

 

O Benfica tem no plantel principal 30 jogadores, número que acho excessivo e que vai contra as ideias de Lage, mas que por razões inexplicáveis é a escala com quem tem de trabalhar.

 

A este nível é necessário arcaboiço psicológico e para isso é imprescindível a experiência. Um jovem, por maior que seja a sua qualidade, tem de entrar num ambiente estável, onde se sinta protegido. Esse amparo é oferecido por jogadores experientes e de qualidade inquestionável.

 

Os jogadores estrageiros que façam parte do plantel têm, inevitavelmente, de fazer a diferença. O mesmo serve para aquisições nacionais.

 

O Benfica desperdiça tempo, espaço e principalmente recursos com jogadores em fim de linha, sem a qualidade exigível, ou por razões desconhecidas, em jogadores como: Jardel, Conti, Ebuehi, Fesja, Samaris, Zivkovic, Caio Lucas e Taarabt. Há mais, mas ficamos por aqui.

 

 

A nível directivo a mensagem é barro na parede. Mude-se o paradigma ou a mensagem. Decidam, mas em tempo útil.

 

                     

publicado por Tasqueiro às 09:56
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2019

Quem tem medo compra um cão

 

Começa a ser óbvio o constrangimento que a Equipa do Benfica possui quando joga com equipas de maior valia. Foi assim para o campeonato com a equipa do papa de Vigo e é assim para os jogos da Champions.

Algo está mal e há demasiado tempo. O bloqueio psicológico tem de ser combatido e rapidamente, o Benfica não pode estar refém destes receios.

O temor amplia as dificuldades e pode ser determinante no insucesso. 

Desta vez conseguiu-se o resultado, foi à justa, com alguma fortuna, mas julgo que há talento para mais e melhor.

        

           

publicado por Tasqueiro às 11:21
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