Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

Frustrante

 

Sinto-me extramente desiludido.

A equipa do Benfica é, actualmente, de uma dimensão demasiado pequena para a Europa. Em Portugal ainda é líder mas, também aqui, as coisas não estão totalmente consolidadas.

Lage apareceu como uma lufada de ar fresco. Quando chegou olhou para o plantel e fez aquilo que parecia certo na altura, colocou os melhores e simplificou os processos. Na altura parecia o antidoto certo para o mal de que padecia a equipa de Rui Vitoria.

Hoje a equipa parece ter regredido, dá a sensação de que à medida que Lage vai consolidando as suas ideias pior ela joga. Os processos simples complicaram-se, existem escolhas e as ausências incompreensíveis, o discurso é confuso e por vezes irrealista. «Nunca abdiquei de nenhuma competição, nem fiz gestão de nada» - simplesmente surreal.

Os jogadores parecem desorientados em campo, situação que os arrasta para uma insegurança fatal. A contratação de Weigl afigurava-se como um upgrade no plantel, um passo para uma nova fase “O Benfica Europeu”, parece agora um jogador banal longe da dimensão que atingiu em Dortmund.

Avizinham-se tempos difíceis para o Benfica. O Benfica de Lage e de Vieira … e as eleições estão ai à porta.

                        

publicado por Tasqueiro às 15:00
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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

Dá que pensar

 

Sendo apenas um treinador de bancada, há uma coisa que me salta à vista sem grande esforço, o Benfica está doente. A complicação não reside apenas em jogadores e equipa técnica, engloba toda a estrutura do Clube.

Apesar do enorme crescimento do Clube, que é inegável, há certos pormenores que não tiveram qualquer evolução. Continua a deficiente construção do plantel, uma sujeição a todos os niveis inexplicável relativamente ao concorrente directo e uma débil comunicação.

Todos os anos verificam-se falhas na construção do plantel. Há sempre jogadores a mais para certas posições e insuficiências evidentes noutras. O exemplo mais evidente é a posição de defesa esquerdo, Grimaldo tem sido única opção sem qualquer alternativa equivalente desde há muito, e demasiado, tempo.

Apesar das melhorias neste aspecto, continuamos com problemas psicológicos relevantes para com o nosso maior adversário interno. Dentro do campo é bem visível o contraste motivacional entre ambas as equipas.

Relativamente à comunicação do Benfica, é excelente relativamente ao marketing e publicidade, mas débil e ineficaz em todo o resto. Todos os dias somos atacados, a maioria das vezes com falsidades fáceis de desmontar, no entanto a atitude do Clube passa a maioria das vezes por uma enigmática passividade. 

 

Relativamente à última exibição da equipa, há coisas que me intrigam, nomeadamente a obsessão pelo 4x4x2. Com um meio campo enfraquecido (ausências de Gabriel e Weigl), agravado pelo debilitado estado em que se encontra o lado esquerdo da defesa, não compreendo a aposta num meio campo apenas com 2 unidades. O problema acentua-se quando verificamos que Florentino está com falta de ritmo e Taarabt, apesar do esforçado, não é propriamente um esteio defensivo.

Supostamente o esquema utilizado é ofensivo, no entanto passamos o jogo a defender. Na frente a pressão é deficiente e inofensiva, corre-se demasiado e sem qualquer utilidade.

Seferovic é outro mistério. Não é preciso ser um expert na matéria, está à vista de todos que o Suíço não está no seu melhor momento, no entanto é sempre a alternativa a Vinícius. Como era de esperar, apresentou–se em campo com semblante triste e passou ao lado do jogo. Parece-me a mim, que não percebo nada disto, que se querem recuperar o jogador terá de ser num jogo teoricamente mais acessível.

Depois temos Samaris. De jogador decisivo, na época anterior, a vetado num ápice. O que se passa? Certamente que não será pelo profissionalismo, seu comportamento sempre foi elogiado pelos responsáveis do Clube e o seu Benfiquismo é inegável. Se não serve porque não foi substituído em tempo útil?

Outra situação perturbadora é ir para os jogos europeus com uma atitude de ensaio. Fazer experiências em jogos deste nível de dificuldade é demasiado arriscado, principalmente numa altura de menos fulgor (para não dizer outra coisa) da Equipa.

 

O texto já vai longo, haveria muito mais para dizer, mas vou ficar por aqui.

Há demasiadas questões para uma estrutura supostamente tão competente.

 

Acorda Benfica.

                               

 

publicado por Tasqueiro às 10:57
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

Previsível ou fracasso

 

Há duas maneiras de avaliar o resultado do Benfica na fase de grupos da Champions:

 

Visto de uma perspectiva puramente teórica, o Benfica tem o orçamento mais baixo do grupo. Comparando campeonatos, o Benfica tinha pela frente dois clubes do top 5 e apenas 1 de um campeonato equivalente à nossa Liga. Olhando friamente para os factos, pode-se concluir que o Benfica conseguiu um digno 3º lugar, ficando à frente do líder do campeonato russo que está a 10 pontos do 2º classificado … o Krasnodar.

 

Numa visão mais prática, este desfecho tem um amargo de boca. Ficou patente que, com um bocadinho de mais ambição, o Benfica tinha vencido a partida na Russia e estaria agora a caminho dos 1/8 de final da Champions.

 

Independentemente da maneira como olhamos para tudo isto, não se pode fugir à realidade, o Benfica se quer ir mais longe tem, inevitavelmente, de ser mais criterioso na formação do seu plantel.

Para se ser competitivo nos vários palcos e ter sucesso, inevitavelmente tem de haver rotatividade, mas sem que se perca qualidade.

 

Por agora e antes de tudo, há que não perder o foco no campeonato. Até ao confronto europeu, é essencial manter as distâncias, o que significa ganhar todos os jogos até ao dragão. Aí temos a possibilidade de tornar a nossa vida mais fácil.  Uma diferença de 7 pontos, dá a possibilidade de entrar com tudo na liga europa.

 

Carrega Benfica.

 

                  

publicado por Tasqueiro às 10:08
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019

É preciso mais

 

São nestes jogos da Champions que se pode avaliar a real valia do plantel do Benfica. Independentemente das ideias e escolhas do treinador é na disputa directa, entre os jogadores, em campo que se consegue perceber a limitação dos nossos. Penso que não temos o que é preciso para vingar nestas andanças.

A qualidade dos artistas é um dos motivos para não termos sucesso nesta competição.

Outro, este com ligação directa ao primeiro, é o arcaboiço psicológico dos jogadores, factor determinante em qualquer competição, e aí entramos quase sempre em desvantagem.

Depois, e não menos importante, é a intensidade de jogo. A competição em Portugal em comparação com as melhores ligas europeias é, salvo raras excepções, equivalente a uma estância de férias.

Juntamos a carência destes três factores e temos a tempestade perfeita.

 

O plantel do Benfica é constituído por 30 jogadores, não é preciso ser perito na matéria para se chegar à conclusão de que se trata de um número excessivo, prejudicial para a competitividade e desastroso para consolidação de jogo. Equipam-se 18, só 14 têm a possibilidade de jogar e o resto vai para a bancada. Um desperdício de recursos (humanos e financeiros) e uma danosa gestão de espectativas.

Não seria mais “saudável” criar um plantel constituído por um núcleo de 18 jogadores, todos (ou a maioria, tipo 15 ou 16) de nível superior? Suficientemente experientes, tecnicamente superiores, o indispensável para não tremem num jogo de Champions !? Até podem ser da formação (ex: Ruben Dias), ou aquisições nacionais (ex: Rafa), têm é de ser dos bons.

Aquisições, sejam nacionais ou estrangeiros, que não tenham capacidade/atributos para jogar (e fazer a diferença) num dérbi, num clássico ou numa Champions, não podem fazer parte do plantel do Benfica.

É fundamental uma maior interactividade entre o plantel principal e as equipas de formação, nomeadamente equipa B e Sub-23. Não faz sentido jogadores com Gedson ou Jota terem tão poucos minutos de competição. Se não vai a jogo numa, tem de jogar na noutra, não pode é ficar parado no tempo à espera da oportunidade. Tudo tem de ser mais fluido.

 

É preciso mais exigência … a começar pelos líderes.

 

Estamos fora da Champions. Este até foi um jogo com bastante competitivo, o Benfica jogou com as armas que tinha e foi dando conta do recado. Fê-lo melhor que em jogos anteriores, aí sim, onde perdemos o comboio para a fase seguinte.

 

            

                    

publicado por Tasqueiro às 15:20
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Quarta-feira, 6 de Novembro de 2019

Redefinir objectivos

 

O regresso à penosa realidade das competições europeias. O Benfica demostrou mais uma vez não ter estofo para estas andanças.

 

Os adversários superam em força, em rapidez e experiência. A aposta na formação é estratégica e acertada, o erro está no procedimento dessa mesma aposta.

 

O Benfica tem no plantel principal 30 jogadores, número que acho excessivo e que vai contra as ideias de Lage, mas que por razões inexplicáveis é a escala com quem tem de trabalhar.

 

A este nível é necessário arcaboiço psicológico e para isso é imprescindível a experiência. Um jovem, por maior que seja a sua qualidade, tem de entrar num ambiente estável, onde se sinta protegido. Esse amparo é oferecido por jogadores experientes e de qualidade inquestionável.

 

Os jogadores estrageiros que façam parte do plantel têm, inevitavelmente, de fazer a diferença. O mesmo serve para aquisições nacionais.

 

O Benfica desperdiça tempo, espaço e principalmente recursos com jogadores em fim de linha, sem a qualidade exigível, ou por razões desconhecidas, em jogadores como: Jardel, Conti, Ebuehi, Fesja, Samaris, Zivkovic, Caio Lucas e Taarabt. Há mais, mas ficamos por aqui.

 

 

A nível directivo a mensagem é barro na parede. Mude-se o paradigma ou a mensagem. Decidam, mas em tempo útil.

 

                     

publicado por Tasqueiro às 09:56
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2019

Quem tem medo compra um cão

 

Começa a ser óbvio o constrangimento que a Equipa do Benfica possui quando joga com equipas de maior valia. Foi assim para o campeonato com a equipa do papa de Vigo e é assim para os jogos da Champions.

Algo está mal e há demasiado tempo. O bloqueio psicológico tem de ser combatido e rapidamente, o Benfica não pode estar refém destes receios.

O temor amplia as dificuldades e pode ser determinante no insucesso. 

Desta vez conseguiu-se o resultado, foi à justa, com alguma fortuna, mas julgo que há talento para mais e melhor.

        

           

publicado por Tasqueiro às 11:21
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2019

Decepção

 

Esta derrota vai deixar marcas na Nação Benfiquista. Vamos aguardar, ou muito me engano, ou vai começar a contestação e ninguem vai escapar. Jogadores, equipa técnica e estrutura (esta já sentiu um cheirinho) que se preparem.

Lage tem vindo a perder o estado de graça e encontra-se numa fase de incerteza. Os Benfiquistas necessitam rapidamente de uma demonstração de firmeza ou o caldo pode entornar, situação que pode piorar a relação já de si instável com a estrutura, o que pode inevitavelmente gerar a saída do treinador.

O Benfica joga muito pouco e está cada vez mais parecido com as últimas exibições de Rui Vitória. Mau sinal.

A equipa entra em campo sempre na espectativa, o adversário é que decide o rumo e a intensidade do jogo. Verifica-se uma preocupante falta de competitividade nos jogadores e no banco demasiada apatia.  

Tanto no campo como no banco dá a sensação de que estão todos à espera de um rasgo individual que possa fazer a diferença. A bola, quando é nossa, rola demasiado nos pés dos jogadores e pouco sozinha. Tudo muito lento, sem grande convicção e o caminho escolhido é reiteradamente para os lados ou para traz.

O positivo deste jogo foi o golo de RDT.

 

Mudanças exigem-se.

   

publicado por Tasqueiro às 15:53
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019

Tempos apreensivos

 

No futebol sénior masculino as exibições andam tremidas. Depois da péssima exibição na Taça da Liga, fruto de uma excessiva rotatividade, conseguimos mais 3 pontos arrancados a ferros contra um, já habitual, hostil Setúbal. Vinícius regressou em boa hora, é caso para Lage começar a definir um 11 com presença obrigatória do recente ”atirador”.

 

Quanto à arbitragem, são necessários vários adjectivos para classificar tamanha singularidade, eu diria que começa por ser irritante e acaba num estado de grande suspeita. A dualidade de critérios atingiu níveis obscenos e a carga de ombros ganhou uma nova definição.

 

 

Também a Assembleia foi tensa. O Presidente do Benfica passou-se da “marmita” e ia chegando a vias de facto com um sócio que foi ao palanque “picar” a estrutura.

 

Não querendo menosprezar o comportamento do Presidente do Benfica, que foi de todo lamentável, considero que o sócio que interveio não foi inteiramente sério nas suas exposições/questões ou anda mal informado.

 

A sua intervenção foi um amontoado de insinuações de ofensas e até de acusações, infundadas diga-se, em que os Órgãos Sociais do Clube são apelidados de falsos Benfiquistas (“amor sujo”). Luís Filipe Vieira foi enchendo, enchendo, até explodir.

 

Acho que o Presidente deve um pedido de desculpas aos sócios, uma pequena declaração, penitenciando-se pelo comportamento e aproveitar para esclarecer algumas questões das quais ele e os seus foram acusados.

 

Da parte do sócio, ou anda muito distraído, ou pior, foi uma acção premeditada. O melhor exemplo é a referência aos mails, topeiras e outros disparates, tudo matéria que a justiça vai desconstruindo em sede própria. Também o negócio Felix, já esclarecido mais que uma vez, foi alvo do orador. Fica o esclarecimento : os 10% são referentes ao aumento da cláusula de rescisão, na altura ficou assim acordado ... capicce?

 

O sócio se não está contente tem várias hipóteses: espera pelas eleições e vota numa alternativa; pode sempre juntar-se a uma alternativa; ou até criar a sua própria alternativa. O que o sócio não deve fazer é aproveitar uma AG para ofender gratuitamente a Direcção, insinuando e acusando sem provar o que quer que seja.

 

 

Acabo com uma mensagem a Lage: Amanhã queremos a raça, o querer e ambição no relvado. Boa sorte.

 

             

publicado por Tasqueiro às 15:50
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019

3 pontos

 

Lage promoveu o 11 do costume. Desta vez não houve condicionados: Rafa Almeida e Seferovic, alvo de poupanças na jornada europeia, estiveram em pleno. Contudo foi um mau jogo, sem ideias, valeu pela resiliência.

 

Aguardo com espectativa a equipa que vai a jogo na taça da liga, é que Lage não faz gestão.

             

             

publicado por Tasqueiro às 14:41
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

Vã promessa da aposta além-fronteiras

 

Começa a ser repetitivo este Benfica nas competições europeias. Existe a entrega e o esforço por parte dos jogadores, mas falta sempre qualquer coisa para conseguir resultados positivos.

 

Parece-me obvio que no vasto plantel do Benfica há um onze perfeitamente à altura deste adversário alemão. O problema, tal como noutras ocasiões, essa equipa não vai a jogo.

 

A ausência de jogadores fundamentais para dar outra dimensão ao jogo do Benfica nestas partidas é recorrente. Seja por lesões, cansaço ou simplesmente por opção nunca se joga com o melhor onze.

 

As sucessivas lesões, em quantidade e gravidade, ano após ano, devem ter por parte da equipa técnica e da estrutura uma reflexão séria. Não pode ser só o azar a explicação para tanta contrariedade.

 

Relativamente às opções da equipa técnica, há uma clara aposta no campeonato em detrimento da champions. No campeonato jogam sempre os mesmos, com todas as vicissitudes daí decorrentes, com por exemplo o cansaço, as lesões dos titulares e a falta de ritmo dos jogadores que dão o corpo às balas nas competições europeias.

 

Há uma clara falta de rotatividade no campeonato. As substituições, geralmente tardias (como se verificou com Tomás Tavares) e repetitivas retiram oportunidades que são fundamentais para formar um plantel (rotinado e competitivo) à altura das exigências da época. Estas opções devem ser prática em jogos cujo resultado está feito ou em partidas teoricamente mais acessíveis, para que peças fundamentais sejam resguardadas para desafios mais exigentes.

 

Jogadores relevantes que se encontram lesionados ou condicionados:

André Almeida, Florentino, Gabriel, Gedson, Chiquinho, Zivkovic, Vinícius e Rafa.

 

Assim é difícil.

 

             

 

publicado por Tasqueiro às 09:28
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